quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Explica pro gorila!


Um casal está no zoológico e passa pela jaula do gorila macho. A mulher pergunta ao marido:
- Raimundo, sabia que os gorilas são os animais mais parecidos com o ser humano relativamente ao seu comportamento? Olha só, vou mostrar um seio meu e aposto que vai se excitar como um homem.

Maria mostra o seio e o gorila começa a ficar excitado e a mover as barras da jaula.
- Viu? - diz a mulher - os homens são iguaizinhos a eles, não conseguem controlar os seus instintos animais. E Raimundo diz-lhe:
- Agora lhe mostra os dois seios, para ver o que acontece. 

A mulher levanta a blusa e mostra-lhe os dois seios. O gorila fica ainda mais excitado e desesperado por sair. Raimundo diz:
- Incrível! Agora desce as calças e mostra a bunda, só para ver o que se acontece! 

A mulher abaixa a calça e o gorila, completamente excitado, arrebenta as barras da jaula, sai e agarra a mulher.
- Raimundo me ajuda! 

E Raimundo fala:
- Agora, explica pra ele:
Que hoje não está com vontade..
Que está com dor de cabeça...
Que está cansada...
Que está com dor de garganta...
Que trabalhou demais...
Que tão depressa nãooooo...
Que te entenda como mulher...
Que está deprimida...
Que está menstruada...
Que está enjoada...
Que só quer que te abrace...
Que está nervosa...
Que tem que acordar muito cedo...
Que hoje acordou muito cedo...
Que andou muito hoje...
Que está super carente e só quer carinho...
Que está muito tensa e só quer massagens de relaxamento...
Que está com vontade de ver TV...
Que não quer perder a novela...

- Se ele é parecido comigo... vai entender!!!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

domingo, 27 de novembro de 2011

Arte nas ruas - Miró











Eu passava por uma rua, na Praia do Canto, em Vitória, e vi um cara grafitando um muro. Não acreditei na rapidez e nem no trabalho que saiu. Em pouco tempo, o cara fez uma obra de arte num muro todo: Miró! As fotos estão detalhadas por desenho. E tem também uma foto do muro todo! Apreciem...





Joan Miró i Ferrà foi um importante escultor e pintor espanhol. Nasceu na cidade de Barcelona (Espanha) em 20 de abril de 1893 e faleceu em Palma de Maiorca (Espanha) em 25 de dezembro de 1983. É considerado um dos maiores representantes do surrealismo.


- Na juventude, Miro estudou na Escola de Belas Artes de Barcelona e na Academia de Gali.
- Em 16 de fevereiro de 1918 realizou sua primeira exposição individual nas Galerias Dalmau de Barcelona.
- No ano de 1919 viajou para Paris, época em que teve contato com obras do dadaísmo e fauvinismo (movimentos artísticos modernistas).
- No começo da década de 1920 teve contato com vários artistas surrealistas, entre ele, André Breton.
- Em 1924, fez duas de suas obras iniciais mais importantes, as pinturas O carnaval de Arlequim e Maternidade.
- No ano de 1925, participou da primeira exposição de arte surrealista.
- Em 12 de outubro de 1929, se casou com Pilar Juncosa e foram morar em Paris. No dia 17 de julho de 1931 nasceu sua única filha, Dolors.
- Em 1954 recebeu o Grande Prêmio de Gravura na Bienal de Veneza.
- Em 1968 foi nomeado doutor honoris causa pela Universidade de Harvard.
- Em 1980 recebeu do rei Juan Carlos I (Espanha) a Medalha de Ouro de Belas Artes.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Para falar de mim


vieram de mim os longos sóis e os longos dias.
vieram de mim o arrastar dos bancos, os cânticos das igrejas,
e vim eu, senhor do meu nariz, nobre sem títulos nem castelos
nem divisas,
duma ilha pequena, perdida numa concha
de mar, onde nasci. era a primeira vez
que eu abria os olhos, e senti-me rei e marinheiro. estava
embrulhado numa alga, e adormecia numa gruta, adornada
por búzios quietos. os peixes visitavam-me e afastavam
os murmúrios, os gritos, os monstros pelados,
e o eco da minha voz, que habitavam os meus sonhos. é por
isso que me revesti da luz cintilante das suas escamas
e tenho, dizem-no as mulheres que desconheço, um suor
sem perfume, um suor sem matéria, enquanto que o meu corpo
tem o encanto do cheiro a maresia.
trouxe comigo
do país onde vi as mãos me crescerem,
um barco de madeira carcomida, amaldiçoada
pelo vento marinho,
numa viagem de calados suspiros.
...

José António Gonçalves

Ervas, pimentas e outros gostos


Acredito que é na simplicidade da vida que muitas vezes encontramos os melhores temperos.
Ótima quinta-feira. E que venha a sexta. E rápido!

sábado, 12 de novembro de 2011

Milagre


Jesus era convidado pras festas porque sabiam que se faltasse bebida o fera dava um jeito.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Não vou pedir nada!


Hoje eu não vou pedir presente. Mas também não dispensarei nenhum dos que eu ganhar. Quero todos e quero muitos. Mas não pedirei. Aprendi que presentes precisam ter donos. São eles (os presentes) que os acham (os donos). Um dia antes do meu aniversário eu já havia ganhado presentes. Um mês antes, também. Mas o melhor de tudo é ver o quanto eu ganhei de um ano para cá. De dez anos... e o quanto a minha vida mudou e tem mudado a cada dia. Acredito ser a força da experiência. Às vezes, a gente se pega pensando: “como foi mesmo que eu aprendi isso?”. Vai saber... Tente frisar na memória passada. Difícil lembrar.

Hoje não vou pedir Parabéns!. E também não vou dispensar nenhum dos que eu receber. Seja escrito, seja falado, seja sentido, seja pensando... Quero todos porque são meus! Quero até os que não sejam sinceros porque assim se começa uma sinceridade: olhando nos olhos e recebendo um aperto de mão. Nada melhor que olhor nos olhos para sentir isso tudo! Quero sim. Pode até ser falso. Há coisas na vida que a gente não deve dispensar nunca. Vinhos, amizades e Parabéns! são algumas delas!

Hoje não quero pedir ligações. Mas vou atender a todos que se lembrarem de mim. Até mesmo aqueles que ligarem para falar de outros assuntos quaisquer. Quando o telefone tocar vou atendê-lo – todas as vezes! – achando que será alguém me cumprimentando pelo aniversário. Mesmo que não seja! Vai ter gente ligando pra falar de trabalho. Para esses, no final, costumo dar um toque discreto, do tipo: “E aí, vai falar ‘Parabéns pra você!’, pra mim?”. Sempre dá certo. E, na maioria das vezes, sem constrangimentos.

Hoje não vou pedir mensagens. Mas aceitarei cada conselho e cada voto de melhoras, de saúde, de paz, de amor e de ‘tudo de bom’, incluindo, é claro!, o de muito dinheiro. Ainda mais se cada um desses vier com aquele presente que não vou pedir.

E hoje também não pedirei abraços. Mas vou apertar a todos que abrirem os seus braços, com os meus braços. Mesmo porque abraços não se pedem. Se ganham. Melhor: se conquistam! E é justamente essa conquista que me faz olhar para traz e perceber que as mudanças aconetcem a cada dia e as conquistas as acompanham.

Hoje não é dia de parabenizar apenas a mim. Mas é dia de desejar um ótimo dia e muitas felicidades a todas as pessoas que fazem parte da minha vida. A todas as pessoas que me contam piadas, que riem das minhas bobeiras, que tomam café comigo, cerveja, vinho e o que o valha... Hoje é dia de desejar que todos vocês que me amam – ou nem tanto! – e mesmo os que me odeiam – será? – possam ser cada vez mais felizes para que eu também possa receber sempre essa felicidade. Meu presente é ter vocês sempre ao meu lado, seja para o que for: rir, chorar, beber, viajar – se bem que quem viaja bebe, é claro! – ou apenas para estar do lado e receber meus braços. Não sumam de mim. Nunca. Se isso acontecer irei atrás de todos que me permitirem.

Parabéns para mim!
Parabéns para vocês!

domingo, 6 de novembro de 2011

Midas

Eu queria poder ver o ouro se transformar. Fazer as formas ornarem entre um ritimo e outro, com músicas arrítmicas. Eu queria colocar ouro nas bocas banguelas e fazer vários sorrisos dourados. Queria poder pintar um muro de ouro e dourar a visão de quem o visse. Queria pintar de ouro um coração de pedra, pare que ao menos fosse nobre, apesar de duro! Queria banhar minha língua de ouro para poder falar palavras ricas e beber ouro para chorar lágrimas douradas que manchariam meu rosto com dois pequenos rios de ouro! Mas, por hoje – e só por hoje! – vou me contentar em transformar uma forma em ouro. Qualquer forma. Só para dourar um pedacinho de alguma coisa que um dia seria lixo. E virou luxo!

Guardião


Pé ante pé. Olhar atento. Ouvidos afinados. Até o paladar poderia definir o que estava por vir! Feito cobra, colocava a língua pra fora e constatava qualquer mudança de temperatura. Pelo tato sentia vibrar os passos de alguém que poderia chegar, sorrateiramente, de qualquer lado, para uma surpresa desagradável. Por instantes, mantinha o olhar fixo, concentrava-se na direção do vento e aguçava os ouvidos. Poderia ouvir mais que um tuberculoso. E ali ele ficava... noites a fio, noites de frio... só se esvaia depois que as ameaças passassem. E na noite seguinte, lá estava ele: pé ante pá. Olhar atento. Paladar ácido. Ouvidos afinados e as mãos firmes para sentir o tremelecer de qualquer passo!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Passagem das horas

Eu quero ser sempre aquilo com quem simpatizo,
Eu torno-me sempre, mais tarde ou mais cedo,
Aquilo com quem simpatizo, seja uma pedra ou uma ânsia,
Seja uma flor ou uma idéia abstrata,
Seja uma multidão ou um modo de compreender Deus.
E eu simpatizo com tudo, vivo de tudo em tudo.
São-me simpáticos os homens superiores porque são superiores,
E são-me simpáticos os homens inferiores porque são superiores também,
Porque ser inferior é diferente de ser superior,
E por isso é uma superioridade a certos momentos de visão.
Simpatizo com alguns homens pelas suas qualidades de caráter,
E simpatizo com outros pela sua falta dessas qualidades,
E com outros ainda simpatizo por simpatizar com eles,
E há momentos absolutamente orgânicos em que esses são todos os homens.
Sim, como sou rei absoluto na minha simpatia,
Basta que ela exista para que tenha razão de ser.
Estreito ao meu peito arfante, num abraço comovido,
(No mesmo abraço comovido)
O homem que dá a camisa ao pobre que desconhece,
O soldado que morre pela pátria sem saber o que é pátria,
E o matricida, o fratricida, o incestuoso, o violador de crianças,
O ladrão de estradas, o salteador dos mares,
O gatuno de carteiras, a sombra que espera nas vielas
Todos são a minha amante predileta pelo menos um momento na vida.

Álvaro de Campos