segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Elas vão e vêm...

...
Prateando horizontes
Brilham rios, fontes
Numa cascata de luz
No espelho dessas águas
Vejo a face luminosa do amor
As ondas vão e vem
E vão e são como o tempo
...

sábado, 15 de janeiro de 2011

Os barcos nunca morrem

...


Quem sabe, se por cada onda deixada, na
praia, uma recordação, se agiganta, e, cavalos,
de espuma, lembram de quando, os barcos,
outrora fortes, singravam águas, ao sabor do
vento e das marés, sempre pela voz do capitão
e de seus intrépidos e fieis, marinheiros.
...

Jorge Humberto

Porque hoje é sábado!

Barcelona, Es.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Fim de semana

Vou ali passar o fim de semana. Alguém quer vir comigo?
Portifino, It.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Espelho

Os seus olhos são
Espelhos d'água
Brilhando você
Prá qualquer um
Por, por onde
Esse amor andava
Que não quis você
De jeito algum...

Beto Guedes

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Sozinha...

Solidão é lava
Que cobre tudo
Amargura em minha boca
Sorri seus dentes de chumbo...

Solidão, palavra
Cavada no coração
Resignado e mudo
No compasso da desilusão...

Viu!
Desilusão, desilusão
Danço eu, dança você
Na dança da solidão..

Marisa Monte

Distante...

Cascais, Pt.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Pescaria

Cesto de peixes no chão.
Cheio de peixes, o mar.
Cheiro de peixe pelo ar.
E peixes no chão.

Chora a espuma pela areia,
na maré cheia.

As mãos do mar vê e vão,
as mão do mar pela areia
onde os peixes estão.

As mãos do mar vêm e vão,
em vão.
Não chegarão
aos peixes do chão.

Por isso chora, na areia
a espuma da maré cheia.

Cecilia Meireles

Varal


Um grande arame de roupas
Um belo varal colorido
Tal como gente - tão loucas!
Balançando num fio comprido

A minha camisa amarela
Presa num fio sem fim
É como um amor sem entrega
É mesmo metade de mim

( a saia de mamãe provocante
roçando a calça de papai
é uma brincadeira picante
que um vento morno faz... )

Pirata


Tava ali, no meio do nada... num deserto quente, sem qualquer calor humano. A parede que sobrara parecia um pirata chorando de ponta cabeça. Como não existem piratas no deserto, deveria ser apenas a parede de uma casa que um dia teve frio e calor na medida certa. Ou não. Pode ser nada. Cravado lá. Só pra que alguém tentasse entender o que não é pra se entender.


Zaragoza, Es. Nov/2010