terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Desespero financeiro!

"Cada um paga o seu!", gritava o dono do Corcel!!!




segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

domingo, 14 de dezembro de 2008

NATAL DE CARIOCA

Próximo ao Natal, Wandergleydson, um garotinho carioca de oito anos, resolveu escrever uma carta para o Papai Noel pedindo uma bicicleta.

"Papai Nuel, fui um óstimo minino esti ano, ajudei meu pai, minha maie,atémeu irmaozinhu.. . quero uma bicicreta".

Então parou e pensou:

- Ele num vai acreditá, vô refazê a carta.

"Papai Nuel, sei que não fui muito bão este ano, mas achu qui ainda meressu uma bicicreta".

Não satisfeito, ele joga a carta fora, vai até o presépio, pega a imagem de Maria, coloca dentro do sapato e escreve o seguinte:

"Jesus, se liga na situação: tô com tua mãe, véio!!!, e a treta é a seguinte: se quiser vê tua véia di novu, manda Papai Nuel mi dá uma magrela, sinão o bicho vai pegá pro lado da coroa."

Ass: Vandergreidsson

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

S E N S A C I O N A L

Enviado por Isabela Oliveira.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

A Dilma. Ah, A Dilma!


Depois eu comento essa aí!

Palavras do Presidente: "Se fu...!"

Tudo bem, nem preciso confessar. Sou de direita! Nem por isso deixei de reconhecer os vários esfoços do governo Lula para colocar o Brasil numa situação até confortável, ante a crise finaceira mundial. Mas não está adiantando mais. O dólar ultrapassou os R$ 2,50. Coisa rara com o real! A situação deixou muita gente grande de cabelo em pé. Que o diga Henrique Meireles, presidente do Banco Central Brasileiro. Tentou de tudo, nesta quinta-feira, para fazer com que a moeda americana voltasse a um patamar mais baixo. Em vão!

O presidente Lula, por sua vez, não deixou por menos e foi ao discurso. Inteligente, como sempre! Letrado e dono de um vocabulário que deixaria Machado de Assis com inveja, o presidente do Brasil, nosso representante, comparou a crise financeira mundial a uma “dor de barriga” (?). Como ele mesmo disse uma “diarréia daquelas brabas”, para fazer uma comparação que chegasse a um denominador comum e querer dizer que o governo vai controlar os gastos com a máquina pública.

Não aguentou, só pra variar. Se empolgou e lascou mais uma de suas pérolas: “O Brasil não quebrou e nem vai quebrar”, e fez uma comparação de toda a situação com um atendimento de um médico a um paciente, provavelmente brasileiro, e lascou um: “Meu, se fu...”. A expressão, dita por um presidente da República Federativa Brasileira, significa: “Caríssimo, agora não tem mais jeito, a situação é grave”. Esta seria a forma de um presidente da república usar uma metáfora para explicar uma situação. Mas não! Ele preferiu a forma mais chula que existe. Ele preferiu dizer: “Cara, se fudeu!”

Nada mais a comentar. Apenas que a transcrição do discurso do presidente da república (com ‘r’ minúsculo mesmo!) que é colocada na página do site da presidência da república não foi fiel. Na página, quando ele solta a língua sem qualquer responsabilidade com o português (que ele não aprendeu) e sem qualquer respeito com um povo que ele comanda, a desculpa é que o “som não ficou audível”. Isso, apenas para quem transcreveu o texto, que deve ter um grave problema de audição (e vai amargar em alguma fila para um exame de audiometria). Todo o resto do Brasil e do mundo, ouviu! Infelizmente. A minha esperança é que o português, bem falado, seja entendido em poucos países. Uma vergonha!

Palavras do presidente!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Bar X Academia

Por que será que é mais fácil freqüentar um bar do que uma academia? Para resolver esse grande dilema foi necessário freqüentar os dois (o bar e a academia) por uma semana. Vejam o resultado desta importante pesquisa.

Vantagem numérica:
Existem mais bares do que academias. Logo, é mais fácil encontrar um bar no seu caminho. 1x0 pro bar.

Ambiente:
No bar, todo mundo está alegre. É o lugar onde a dureza do dia-a-dia amolece no primeiro gole de cerveja. Na academia, todo mundo fica suando, carregando peso, bufando e fazendo cara feia. 2x0!

Amizade simples e sincera:
No bar, ninguém fica reparando se você está usando o tênis da moda. Os companheiros do bar só reparam se o seu copo está cheio ou vazio. 3x0.

Compaixão:
Você já ganhou alguma saideira na academia? Alguém já te deu uma semana de ginástica de graça? No bar, com certeza, você já ganhou uma cerveja 'por conta'. 4x0.

Liberdade:
Você pode falar palavrão na academia? 5x0.

Libertinagem e democracia:
No bar, você pode dividir um banco com outra pessoa do sexo oposto, ou do mesmo sexo, problema é seu. Na academia, dividir um aparelho dá até briga. 6x0.

Saúde:
Você já viu um 'barista' (freqüentador de bar) reclamando de dores musculares, joelho bichado, tendinite? 7x0.

Saudosismo:
Alguém já tocou a sua música romântica preferida na academia? É só 'bate-estaca', né? 8x0.

Emoção:
Onde você comemora a vitória do seu time? No bar ou na academia? 9x0.

Memória:
Você já aprontou algo na academia digno de contar para os seus netos? 10x0 pro BAR!!!

Portanto, se você tem amigos na academia, repasse esta informação para salvá-los do mau caminho!

PS: Você já fez amizade com alguém bebendo Gatorade?

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O Parto – Vingança


Casamos novos. Ela com 19 e eu com 20 anos de idade. Lua-de-mel, viagens, mobílias na casa alugada, prestações da casa própria e o primeiro bebê.

Anos oitenta e a moda era ter uma filmadora do Paraguai. Sempre tinha um vizinho ou amigo contrabandista disposto a trazer aquela muambazinha por um preço módico.

Ela tinha vergonha, mas eu desejava eternizar aquele momento. Invadi a sala de parto com a câmera no ombro e chorei enquanto filmava o parto do meu primeiro filho.

Todo mundo que chegava lá em casa era obrigado a assistir ao filme. Perdi a conta das cópias que fiz do parto e distribuí entre amigos, parentes e parentes dos amigos. Meu filho e minha esposa eram os meus orgulhos.

Três anos depois, novo parto, nova filmagem, nova crise de choro...

Como ela categoricamente disse que não queria que eu filmasse, invadi a sala de parto mais uma vez com a câmera ao ombro . As pessoas que me conhecem sabem que havia apenas amor de pai e marido naquele ato.

O fato de fazer diversas cópias da fita era apenas uma demonstração de meu orgulho. Nada que se comparasse ao fato de ela, essa semana, invadir a sala do meu urologista, câmera ao ombro, filmando o meu exame de próstata. Eu lá, com as pernas naquelas malditas perneiras, o cara com um dedo (ele jura que era só um!) quase na minha garganta e minha mulher gritando:
- Ah! Doutoor! Que maravilha! Vou fazer duas mil cópias dessa fita! Semana que vem estou enviando uma para o senhor!

Meus olhos saindo da órbita a fuzilaram, mas a dor era tanta que não conseguia falar. O miserável do médico girou o dedo e eu vi o teto a dois centímetros do meu nariz. A mulher continuou a gritar, como um diretor de cinema:

- Isso, doutor! Agora gire de novo, mais devagar. Vou dar um close agora...

Alcancei um sapato no chão e joguei na maldita.

Agora, estou escrevendo este e-mail, pedindo aos amigos que receberem uma cópia do filme, que o enviem de volta para mim. Eu pago o reembolso. (Luiz Fernando Veríssimo)

Enviado por Isabela Oliveira – a IsaOli das Bijouterias. Aaqui, amigos ainda têm jabá!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

A indigente incendiária

Já passava das quatro horas da manhã quando o telefone tocou. Ainda meio cambaleando, o inspetor Silvério levantou rápido e pegou o fone. Ouviu o recado e solicitou a viatura pelo rádio. Em segundos, já estava a caminho da delegacia. Num banco pequeno de napa vermelha, poído nos cantos, uma garota de 14 anos e a avó esperavam a chegada dele. A velha com o aspecto de quem já estava cansada da vida, cochilava com a cabeça recostada na parede. A garota se pôs de pé assim que o inspetor entrou. "Foi você mesma? Tem certeza", perguntou Silvério à menor. Sem cerimônia ela ergueu a cabeça, fitou-o firmemente os olhos e respondeu: "Sim. Vai me fichar? Vou ficar presa? Vai precisar de documento meu, né?".

A avó acordou meio confusa e disse que era responsável pela garota. "Pode dizê, dotô, o que eu tenho que fazê agora". A situação parecia muito normal para aquela velha senhora. Mas o inspetor queria ver de perto as condições em que o ônibus tinha ficado, depois do incêndio. Queria também saber se houve sobreviventes. E queria que as duas o acompanhasse. Ele não conseguia acreditar que aquela garota, de apenas 14 anos, com corpo ainda de menina, sem desenvolvimento por falata de alimentação adequada, seria capaz de incendiar um ônibus, com 17 pessoas dentro.

No trajeto da delegacia até o local onde o ônibus fora incendiado, a garota apenas questionava o policial sobre a necessidade de uma certidão de nascimento. "Sabe omo é, né? Se a gente comete um crime, a gente vai presa. E pra ser presa é preciso ter documento, né? E eu num tenho certidão de nascimento. Vai tirar minha certidão?". Intrigado com o fato, Silvério questionou dona Matildes, avó da menina: "Ela tá falando sério? Sua neta não tem certidão de nascimento?". Sem espanto, a velha só egueu os olhos e respondeu, com um português prejudicado: "Nem ela, nem eu, nem meus oito neto que mora comigo".

Dona Matildes já tinha lá seus sessenta e tantos anos. A vida inteira lavou roupa para sustentar seis dos oito filhos que teve. Dois deles foram assassinados ainda jovens, numa batida policial, na boca de fumo próximo ao barraco dela. Dos que sobraram, quatro sumiram na vida. A filha mais nova fugiu com um circo e a mãe de Cleide, a menor incendiária, se entregou às drogas e à prostituição. Só aparecia de vez em quando para tomar da mãe alguns trocados que ela conseguia com a venda de latinhas recolhidas na rua. Por causa de uma bursite no ombro direito, dona Matildes ficou impossibilitada de lavar roupa. Sem saber ler ou escrever, catava latinhas na rua há mais de dez anos. Ganhava seus 13 reais por semana para alimentar a si própria e os netos.

No local onde estava a carcaça do ônibus, a fumaça ainda encobria o céu vermelho, que já ameaçava receber os primeiros raios de sol. Um cheiro forte de carne queimada chegou ao nariz do inspetor, que juntou as sobrancelhas, colocando as costas de uma das mãos sobre o nariz. Cleide e a avó já estavam sentadas na calçada, cercadas por dois policiais. Silvério ameaçou entrar no ônibus, mas recuou. Firmemente foi em direção da garota, pegou-a pelo braço, olhou bem nos olhos dela e perguntou: "Você está sentindo esse cheiro? Sabe o que é isso? É cheiro de gente queimada!". A garota respirou fundo, baixou a cabeça e perguntou ao inspetor: "Que horas o senhor vai tirar minha certidão?". Silvério soltou a garota, virou de costas e começou a chorar.

Dona Matildes se aproximou dele e perguntou se podia ir embora. Era a hora da ronda, de passar pelas ruas a procura de latinhas antes que os garis as recolhessem. E insistiu: "Vai dá em nada, não, dotô. Nem é a primeira vez que isso acontece. Um dia essa minina aprende que tirá uma certidão num é fácil, assim". Emcabulado, Silvério pediu para que as duas fossem reconduzidas à delegacia para interrogatório. Com a chegada da polícia técnica ao local, o inspetor também seguiu para a delegacia. E foi direto para a sala de interrogatórios.

Frente a frente com Cleide e dona Matildes, ele pergunta mais uma vez: "Garota, quem foi que fez aquilo. Quem botou fogo naquele ônibus?". A garota já meio impaciente, ameaça falar alguma coisa, mas desvia o olhar. Ele insiste. Ela recomeça: "Se eu contar o senhor tira minha certidão de nascimento?". Com os olhos merejando, o inspetor Germano Silvério de Lima, 53 anos, 32 deles dedicados à polícia civil, insistiu, mais uma vez. "Cleide, conta pra mim quem foi que fez aquilo". A velha olha de lado para a neta e tenta também: "Conta logo, Cleide. Já falei que num é assim que você vai tirar sua certidão! Eles mentiram pra você mais uma vez". Uma longa pausa e troca de olhares. "Foram os cara lá da vila. Pronto. Falei! Eles chegaram lá em casa. A gente tava dormindo e eles arrebentaram o trinco do barraco e entraram dano pontapé em todo mundo. Os menino conseguiro corrê. Eu e minha vó ficamo. Era os policial que queria achá os culpado e batero lá no barraco. Quando eles viro que só tinha nóis, falô que era prá eu falá que foi eu. Eles disse que eu era de menor e num ia ser presa. Aí eu dise que nem tinha documento. Um deles gritô que num tinha problema que aqui eu ia tirá minha certidão de nascimento. Aí eu aceitei!".

Embasbacado com a história, o inspetor quis entender o que já estava mais que entendido. "Quer dizer que você dise que cometeu o crime só para poder tirar uma certidão de nascimento?". Cleide sorriu de lado. "Lá na minha rua, as minina tudo que ser modelo. É o sonho delas. O meu é tê uma certidão de nascimento. O Senhor vai tirá a minha, num vai?".

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Vale a pena?

Para refletir com Barão Vermelho:

"Declare guerra a quem finge te amar, declare guerra
A vida anda ruim na aldeia,
Chega de passar a mão na cabeça de quem te sacaneia..."