domingo, 26 de julho de 2009
sábado, 25 de julho de 2009
“Climinha civilizado”!

A lembrança me fez deitar de novo, fechar os olhos e tentar me transportar em sonho para aquele lugar. O cheiro de café também foi tomando conta do ambiente. Cheguei a pensar que alguém estivesse em casa, fazendo um café fresquinho pela manhã. De novo, viajei no tempo e voltei à minha infância. Tive saudades dos dias frio, no interior. Ao acordar, com o edredon firmemente enroscado até o pescoço, a janela aberta deixava entrar o ventinho e um cheiro misturado de flor de jabuticabeira com café. Desta vez, a diferença é que a flor era lavanda e o lugar era Paris.
Deixei as lembranças de lado e tratei de aproveitar o tempinho agradável, o que minha amiga Lucivânia (Cássia) e eu semrpe chamamos de “climinha civilizado”. Com essa temperatura, ficamos mais calmos, mais introspectivos, mas chiques, as roupas são mais bonitas e andar pelas ruas – mesmo que sejam as ruas de Goiânia – acaba se tronando charmoso. Enchi minha caneca de café quente, coloquei o chocolate amargo (85% de cacau) num pirex pequeno. Em outro, a laranja cuidadosamente descascada e picada em generosos cubos. Puxei a poltrona de veludo azul até a sacada, me envolvi em um roupão atoalhado e me sentei de frente para um céu cinza, ouvindo Nabucco. Novamente, as memórias bateram forte e, mais uma vez, me lembrei da Misinha (a Lucivânia, que agora é Cássia e mãe do Fernando – aliás, um furacão!). Ela havia me contado sobre a escritora francesa Françoise Sagan. A moça deveria ser requintada até a décima geração. No livro Bonjour Tristesse, Françoise descrevia um café, acompanhado de chocolate e laranja: fino, simples e original!
E já que não posso, neste exato momento, estar em Paris, pelo menos as lembranças podem me levar. A imaginação fértil e a criatividade, invejando Françoise Sagan, fizeram sua vez. Veremos até que horas – e quantas vezes – poderei repetir o ato simples, solitário e de extremo bom gosto. Basta termos, mais uma vez, umcliminha civilizado como esse.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Para se lembrar do Mundo!
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Harry Potter: THC leva ator a tribunal


Bem, provavelmente ele aprendeu como fazê-lo em uma daquelas experiências feitas com mandrágoras que choravam. Agora, meu caro Waylett, você não será um prisioneiro de Askaban, mas terá de responder à Corte Inglesa.
O ator é o gordinho (as duas fotos – antes e depois), atrás da Hermione. Aliás, a silhueta dele deve ser conseqüência da larica.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Você comeria esses pães?






Trata-se de uma padaria da Tailândia, na província de Ratchaburi (100 km a oeste de Bangkok). Eles pretendem difundir o pensamento budista de não acreditar no que se vê, porque o que se vê, pode não ser tão real quanto parece. Os detalhes fazem a perfeição da criação, parecendo quase real e chamando a atenção de todos que passam na frente da padaria.
terça-feira, 14 de julho de 2009
Tá ruim? Pode ficar pior!

Arroz Cristal
Feijão Cristal
Feijão Cristal
Arroz Cristal
Arroz com feijão
Feijão com arroz
Arroz Cristal
Feijão Cristal
Pronto. Acabou o comercial. Só isso! Sem pureza em forma de grãos. Mas incomoda... Se bem que na publicidade, essa é a intenção.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Quem ama educa

"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"
quinta-feira, 9 de julho de 2009
UM ANINHO! E A CARA COMO MUDOU...

Ops! Esse é mesmo O Dono do Tempo. Você não está em endereço errado. A cara nova é a mudança pelo primeiro ano de existência, de trocas de fraldas e de infindáveis canecas de café e pão de queijo – sem óleo e sem ovo, diga-se! Um ano de uma experiência que me fez aprender a ser mais calmo, mais crítico e mais ácido em algumas críticas. Aprendi que escrever – ou buscar o que falar – quase que diariamente é um exercício de paciência e que faz – pelo menos fica parecendo – que as injustiças diminuam ao passo que as escrevemos e colocamos em rede para que todos tenham acesso. Ainda é tímida a visitação. Mas com o tempo conseguirei fazer com ele seja mais visto e mais conhecido. O aniversário foi ontem, mas só hoje pudemos trocar a cara dele.
O novo layout foi criado pelo mesmo criador do primeiro, o padrinho do blog Paulo Henrique Almeida dos Santos, o Paulão, a quem rendo todos os elogios pela criatividade e pela paciência com o compadre aqui. Dei alguns pitacos nas cores, mas foram mudanças simples e que podem ser mutáveis novamente. Apenas uma questão de gosto e costume.
Muitas emoções, muitas piadas, muita coisa séria, cobranças e críticas. Essa é a finalidade d’O Dono do Tempo. Continuo sendo pontual e continuo tomando café na caneca enquanto leio os jornais e escolho novos posts.
Parabéns a nós que fazemos o Dono do Tempo, a vocês que me ajudam a fazê-lo, aos que lêem, aos que comentam e aos que lêem e não comentam. Vale a pena pela visita. Continuem sendo sempre bem-vindos! As portas estão abertas e o café fumegando. Mais uma vez, pegue a sua caneca e boa leitura!
“Meu nome e meu ‘númuro’” cai na rede

Mas o pior vai ser a sua caixa de mensagens cheinha da silva, fazendo com que os seus e-mails importantes sejam devolvidos por falta de espaço. Tudo porque os tais santinhos eletrônicos viram spams dos mais indesejados. Pior ainda do que o tal do “Enlarge your penis!”, muitíssimo comum até o início deste ano. Pelo menos havia uma proposta de benefício que era séria.
Então, estou propondo fazermos um boicote aos candidatos que usarem a internet para fazer campanha eleitoral. É simples: apareceu santinho eletrônico ou pump-up, o candidato é banido da lista de possíveis candidatos a seu voto, extirpado de qualquer tentativa de pensamento em possibilidade de receber nosso voto. Assim fazemos a nossa parte. Macular a internet nessas alturas do campeonato, é tudo que nós não precisamos.
Há uma esperança: a matéria ainda tem de passar pela aprovação do Senado.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Vida de cão

Bem, ao acordar, fui procurar de onde vinham aqueles latidos tão sofridos. Doídos, mesmo! Pela minha sacada notei que os vizinhos dos prédios da redondeza estavam todos indignados com a situação. O pobre do cão trancado, arranhava a porta de vidro da sacada, numa tentativa desesperada e frustrada de entrar em casa. Provavelmente sem qualquer tipo de cuidado, ele ainda ficou ali por horas. Uma senhora do prédio ao lado, disse que não aguentava mais o sofrimento do cão e o barulho. Tentei fazer o que sempre faço nesses casos. Já que alguém tem que tomar uma providência, que seja eu.
Liguei para uma moça que trabalha na Associação Protetora e Amiga dos Animais. Ela me orientou a ligar na Delegacia do Meio Ambiente – a Dema. Outra voz feminina, por nome de Vânia atende e, depois que explico o fato, ela me diz que a Polícia Civil está em greve. Fiquei mudo. Mas insisti e a voz saiu. Ela me disse, então, que era pra eu ter a certeza de que o animal estivesse sendo judiado. Gente, ficar trancado na sacada esse tempo todo não é ser judiado? E pelo tanto que o cão latiu, a noite inteira, não é possível que tenha alguém naquele apartamento. “O que muitas vezes acontece”, me disse a moça, “é que os donos viajam e deixam o cão sozinho e trancado. Mas isso não significa que ele não tenha água e comida”, me disse ela tentando amenizar a situação.
Bem, diante do fato, fazer o que? Não serei eu a invadir um apartamento e resgatar um cão trancado numa sacada. Saí de casa e o cão ainda tentava qualquer tipo de contato com o interior do apartamento. O latido dele agora, estava só um uivo triste e rouco. Provavelmente no fim do dia aquilo não estaria mais acontecendo. De estresse ou de fome o temor do cão seria cessado pela morte!
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Ao meu pai: Se ele não existisse, teria de ser inventado!

Era sábado de manhã. O friozinho leve e agradável me fez querer ficar mais tempo na cama, mas uma movimentação lá fora me chamou a atenção. Levantei-me e vi meu pai com uma vara de bambu, de aproximadamente três metros, passando-a pelas chamas de um fogareiro improvisado. “O que é isso?”, perguntei curioso e papai ergueu os olhos, sorrindo de lado e me disse: “um controle remoto”. Minha mente vagou procurando uma relação entre o bambu e a alta tecnologia, cara, para os padrões da época.
“O fogo”, dizia ele, “é para ressecar o bambu para que ele não envergue e evitar rachaduras, quando ressecar”, explicou-me ele. Papai tinha um tino para invenções que poderia deixar Professor Pardal de cabelos em pé. E eu, mais que orgulhoso e curioso, comecei a especular sobre o tal controle remoto.
Tínhamos um aparelho televisor, com sintonia de canais digital. Bastava um toque para que o canal mudasse. O problema é que o sofá de veludo verde, estrategicamente colocado em frente a uma mesinha de centro, ficava também em frente à TV, no canto esquerdo da sala, era muito longe. À noite, no intervalo do Jornal Nacional, papai sempre mudava de canal para ver o noticiário das outras emissoras. Mas ficar levantando sempre era algo que o incomodava. Na época, comprar um televisor novo – e com controle remoto – não era pra qualquer um.
Mas ainda não havia entendido como ele faria de uma vara de bambu, um controle remoto para a TV. Com uma caneca de café com leite na mão, sentei-me do degrau da escada que ia para o quintal. E ele começou a me explicar, como sempre fazia e adorava fazê-lo. “Se você olhar bem vai ver que tem um buraquinho na ponta da vara. Aí, bem aí, será colocado um pedacinho de ‘bombril’ para fazer o contato entre as duas extremidades do interruptor digital da TV”, ele explicava como se estivesse dando uma aula de engenharia no ITA. “Do meu sofá, conseguirei mudar de canal e, com alguma destreza, poderei mexer no volume e nas cores da TV”.
Fiquei pasmo com a inteligência simples dele. E ele era assim mesmo. Dava jeito pra tudo que, aparentemente não tinha jeito! Ele era engenheiro, arquiteto, eletricista, encanador... era cozinheiro de mão cheia – acredito que venha daí a minha paixão pela cozinha – chamado para os quatros cantos quando o assunto era pirão de peixe ou de galinha, moqueca e churrasco. A partir dali, surgiu mais uma qualidade: papai era também um inventor. De coisas simples, mas práticas, que facilitavam nossas vidas dia-a-dia.
Bem, com o tal ‘controle remoto’ pronto, foi a hora do teste. Ele se sentou na poltrona verde, tirou os sapatos, estendeu a perna na mesa de centro e fez o serviço completo. De primeira, ligou a TV, mudou de canal, aumentava e abaixava o volume dela... tudo com uma vara de bambu e um pedacinho de Bombril na ponta.
O invento foi motivo de várias peregrinações de vizinhos e risadas lá em casa. Vinha gente da cidade inteira conhecer o controle remoto que meu pai fez de bambu. Era uma piada para todos nós, mas era também um grande orgulho de ter em casa, ao lado de mim, alguém que pudesse fazer coisas tão perfeitas, partindo da simplicidade que sempre foi a bandeira do meu pai.
Onde estiver, Feliz Aniversário!
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Punhetódromo
