sábado, 24 de dezembro de 2011

Feliz Natal a todos!



Bem, desculpem-me por estar tão em cima da hora. Mas só agora recebi a informação de que a sauna da minha casa de praia, em Portofino, já está pronta. Era apenas o que eu estava esperando para poder reinaugurá-la. E em grande estilo! Será neste próximo Réveillon. Por favor, queiram, por gentileza confirmar suas presenças até o dia 29 de dezembro, para que o Buffet possa cuidar dos comes e bebes.
Teremos um cardápio tipicamente natalino, claro! E teremos especialidades genuinamente mediterrâneas e italianas. Além de frutas frescas vindas de todas as partes do mundo. Mimozinho para os amigos apreciadores de bom paladar.
A princípio ia fazer uma festinha intimista, para no máximo 300 pessoas. Mas resolvi estender, já que meu ciclo de amizades tem se expandido a olhos vistos. Serão apenas 600 convidados! Nem um a mais. Não cabe!
Para os três dias que antecedem à data, três vôos diários e particulares sairão rumo à Gênova, de lá seguem de carro até Santa Margherita Ligure. A partir daí, os convidados seguem de barco – única forma de chegar em casa!
Então é isso. Aguardo as confirmações. Acho que vai ser bom...

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Eileen – O Despertar de um Anjo



A Bremen Editora Ltda. promove, no dia 15 de dezembro, às 20 horas, no Piso 3 do Shopping Bougainville, o lançamento do livro “Eileen – O Despertar de um Anjo”, da autora Carla Dalacroce. Trata-se da segunda obra a ser editada pelo selo. A primeira foi o best seller Encol, o Sequestro, do empresário Pedro Paulo de Souza.
Esta obra inédita é uma saga que narra a existência de anjos em mundos paralelos – dentre eles, Atlântida e Lemúria – e tem como cenário a urbe de Carbert com seus estranhos habitantes. Com apenas 22 anos, Carla Dalacroce (pseudônimo Cá Dalacroce) escreveu esta história no intuito de extravasar sentimentos conflituosos da adolescência. Com isso, criou personagens apaixonantes como a Eileen, que vive sentimentos dúbios de amor e ódio por dois pretendentes. Sarcástica e impetuosa, essa personagem nos leva a conhecer um mundo de fantasias e aventuras.
A autora  Carla Dalacroce nasceu em 1989 em Anápolis. Atualmente cursa Psicologia em uma universidade particular da cidade onde, até hoje, vive com a família. Desde pequena (mais precisamente desde os nove anos de idade), desenvolve o dom da escrita, o que a motivou a escrever seu romance de estréia Eileen – O despertar de um anjo. Carla é aficionada por romances e personagens de caráter marcante. Tanto que construiu a protagonista de sua história com muitos detalhes de seu próprio caráter. Eileen é uma garota-anjo apaixonadamente determinada que pode carregar nos ombros alados o destino de todo um mundo; uma batalha épica que se aproxima com o soar das profecias apocalípticas.

Sinopse
Quando um misterioso lobo invade Quartzo a procura da garota do reflexo, a pacata e frustrante vida de Eileen adquire um novo sentido. Convocada para uma expedição com outras quatro espécies distintas, eles saem em busca de jóias denominadas acepções, que aprisionam os sentidos de um demônio adormecido, criado para destruir ou mudar por completo os rumos de sua civilização. Nesta jornada épica, repleta de misteriosos acontecimentos, encontra-se Eileen com sua personalidade forte, impetuosa e sagaz, que se vê fragilizada diante de novas perspectivas e conflitos internos que jamais suspeitava existirem.
No desenrolar desta emocionante história, a garota anjo se envolve em um emaranhado de descobertas sobre o mundo em que habita; as espécies e dimensões existentes; os segredos sobre sua vida e ainda se descobre sendo disputada por dois anjos: Nerian, o líder de Quartzo e seu prepotente protetor e Aelle, um anjo de asas prateadas que promete dificultar seus intentos devido ao seu jeito tempestuoso e desafiador.
Tentando colocar ordem nessa profusão de sentimentos dúbios e vibrantes que lhe afloram o ser, a missão de Eileen não se limitará ao resgate das acepções. A garota anjo será obrigada a escolher entre um dos pretendentes, indo contra todos os preceitos impostos por um mundo ao qual todos temem a um único ser maligno. Nem que isso signifique desistir da própria vida. Eileen terá que encontrar uma chave que lhe prometa uma chance de liberdade em civilizações e mundos paralelos fora de Carbert. Mas para que isso aconteça ela terá um preço muito alto a pagar. Tal sacrifício valerá a pena?

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Explica pro gorila!


Um casal está no zoológico e passa pela jaula do gorila macho. A mulher pergunta ao marido:
- Raimundo, sabia que os gorilas são os animais mais parecidos com o ser humano relativamente ao seu comportamento? Olha só, vou mostrar um seio meu e aposto que vai se excitar como um homem.

Maria mostra o seio e o gorila começa a ficar excitado e a mover as barras da jaula.
- Viu? - diz a mulher - os homens são iguaizinhos a eles, não conseguem controlar os seus instintos animais. E Raimundo diz-lhe:
- Agora lhe mostra os dois seios, para ver o que acontece. 

A mulher levanta a blusa e mostra-lhe os dois seios. O gorila fica ainda mais excitado e desesperado por sair. Raimundo diz:
- Incrível! Agora desce as calças e mostra a bunda, só para ver o que se acontece! 

A mulher abaixa a calça e o gorila, completamente excitado, arrebenta as barras da jaula, sai e agarra a mulher.
- Raimundo me ajuda! 

E Raimundo fala:
- Agora, explica pra ele:
Que hoje não está com vontade..
Que está com dor de cabeça...
Que está cansada...
Que está com dor de garganta...
Que trabalhou demais...
Que tão depressa nãooooo...
Que te entenda como mulher...
Que está deprimida...
Que está menstruada...
Que está enjoada...
Que só quer que te abrace...
Que está nervosa...
Que tem que acordar muito cedo...
Que hoje acordou muito cedo...
Que andou muito hoje...
Que está super carente e só quer carinho...
Que está muito tensa e só quer massagens de relaxamento...
Que está com vontade de ver TV...
Que não quer perder a novela...

- Se ele é parecido comigo... vai entender!!!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

domingo, 27 de novembro de 2011

Arte nas ruas - Miró











Eu passava por uma rua, na Praia do Canto, em Vitória, e vi um cara grafitando um muro. Não acreditei na rapidez e nem no trabalho que saiu. Em pouco tempo, o cara fez uma obra de arte num muro todo: Miró! As fotos estão detalhadas por desenho. E tem também uma foto do muro todo! Apreciem...





Joan Miró i Ferrà foi um importante escultor e pintor espanhol. Nasceu na cidade de Barcelona (Espanha) em 20 de abril de 1893 e faleceu em Palma de Maiorca (Espanha) em 25 de dezembro de 1983. É considerado um dos maiores representantes do surrealismo.


- Na juventude, Miro estudou na Escola de Belas Artes de Barcelona e na Academia de Gali.
- Em 16 de fevereiro de 1918 realizou sua primeira exposição individual nas Galerias Dalmau de Barcelona.
- No ano de 1919 viajou para Paris, época em que teve contato com obras do dadaísmo e fauvinismo (movimentos artísticos modernistas).
- No começo da década de 1920 teve contato com vários artistas surrealistas, entre ele, André Breton.
- Em 1924, fez duas de suas obras iniciais mais importantes, as pinturas O carnaval de Arlequim e Maternidade.
- No ano de 1925, participou da primeira exposição de arte surrealista.
- Em 12 de outubro de 1929, se casou com Pilar Juncosa e foram morar em Paris. No dia 17 de julho de 1931 nasceu sua única filha, Dolors.
- Em 1954 recebeu o Grande Prêmio de Gravura na Bienal de Veneza.
- Em 1968 foi nomeado doutor honoris causa pela Universidade de Harvard.
- Em 1980 recebeu do rei Juan Carlos I (Espanha) a Medalha de Ouro de Belas Artes.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Para falar de mim


vieram de mim os longos sóis e os longos dias.
vieram de mim o arrastar dos bancos, os cânticos das igrejas,
e vim eu, senhor do meu nariz, nobre sem títulos nem castelos
nem divisas,
duma ilha pequena, perdida numa concha
de mar, onde nasci. era a primeira vez
que eu abria os olhos, e senti-me rei e marinheiro. estava
embrulhado numa alga, e adormecia numa gruta, adornada
por búzios quietos. os peixes visitavam-me e afastavam
os murmúrios, os gritos, os monstros pelados,
e o eco da minha voz, que habitavam os meus sonhos. é por
isso que me revesti da luz cintilante das suas escamas
e tenho, dizem-no as mulheres que desconheço, um suor
sem perfume, um suor sem matéria, enquanto que o meu corpo
tem o encanto do cheiro a maresia.
trouxe comigo
do país onde vi as mãos me crescerem,
um barco de madeira carcomida, amaldiçoada
pelo vento marinho,
numa viagem de calados suspiros.
...

José António Gonçalves

Ervas, pimentas e outros gostos


Acredito que é na simplicidade da vida que muitas vezes encontramos os melhores temperos.
Ótima quinta-feira. E que venha a sexta. E rápido!

sábado, 12 de novembro de 2011

Milagre


Jesus era convidado pras festas porque sabiam que se faltasse bebida o fera dava um jeito.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Não vou pedir nada!


Hoje eu não vou pedir presente. Mas também não dispensarei nenhum dos que eu ganhar. Quero todos e quero muitos. Mas não pedirei. Aprendi que presentes precisam ter donos. São eles (os presentes) que os acham (os donos). Um dia antes do meu aniversário eu já havia ganhado presentes. Um mês antes, também. Mas o melhor de tudo é ver o quanto eu ganhei de um ano para cá. De dez anos... e o quanto a minha vida mudou e tem mudado a cada dia. Acredito ser a força da experiência. Às vezes, a gente se pega pensando: “como foi mesmo que eu aprendi isso?”. Vai saber... Tente frisar na memória passada. Difícil lembrar.

Hoje não vou pedir Parabéns!. E também não vou dispensar nenhum dos que eu receber. Seja escrito, seja falado, seja sentido, seja pensando... Quero todos porque são meus! Quero até os que não sejam sinceros porque assim se começa uma sinceridade: olhando nos olhos e recebendo um aperto de mão. Nada melhor que olhor nos olhos para sentir isso tudo! Quero sim. Pode até ser falso. Há coisas na vida que a gente não deve dispensar nunca. Vinhos, amizades e Parabéns! são algumas delas!

Hoje não quero pedir ligações. Mas vou atender a todos que se lembrarem de mim. Até mesmo aqueles que ligarem para falar de outros assuntos quaisquer. Quando o telefone tocar vou atendê-lo – todas as vezes! – achando que será alguém me cumprimentando pelo aniversário. Mesmo que não seja! Vai ter gente ligando pra falar de trabalho. Para esses, no final, costumo dar um toque discreto, do tipo: “E aí, vai falar ‘Parabéns pra você!’, pra mim?”. Sempre dá certo. E, na maioria das vezes, sem constrangimentos.

Hoje não vou pedir mensagens. Mas aceitarei cada conselho e cada voto de melhoras, de saúde, de paz, de amor e de ‘tudo de bom’, incluindo, é claro!, o de muito dinheiro. Ainda mais se cada um desses vier com aquele presente que não vou pedir.

E hoje também não pedirei abraços. Mas vou apertar a todos que abrirem os seus braços, com os meus braços. Mesmo porque abraços não se pedem. Se ganham. Melhor: se conquistam! E é justamente essa conquista que me faz olhar para traz e perceber que as mudanças aconetcem a cada dia e as conquistas as acompanham.

Hoje não é dia de parabenizar apenas a mim. Mas é dia de desejar um ótimo dia e muitas felicidades a todas as pessoas que fazem parte da minha vida. A todas as pessoas que me contam piadas, que riem das minhas bobeiras, que tomam café comigo, cerveja, vinho e o que o valha... Hoje é dia de desejar que todos vocês que me amam – ou nem tanto! – e mesmo os que me odeiam – será? – possam ser cada vez mais felizes para que eu também possa receber sempre essa felicidade. Meu presente é ter vocês sempre ao meu lado, seja para o que for: rir, chorar, beber, viajar – se bem que quem viaja bebe, é claro! – ou apenas para estar do lado e receber meus braços. Não sumam de mim. Nunca. Se isso acontecer irei atrás de todos que me permitirem.

Parabéns para mim!
Parabéns para vocês!

domingo, 6 de novembro de 2011

Midas

Eu queria poder ver o ouro se transformar. Fazer as formas ornarem entre um ritimo e outro, com músicas arrítmicas. Eu queria colocar ouro nas bocas banguelas e fazer vários sorrisos dourados. Queria poder pintar um muro de ouro e dourar a visão de quem o visse. Queria pintar de ouro um coração de pedra, pare que ao menos fosse nobre, apesar de duro! Queria banhar minha língua de ouro para poder falar palavras ricas e beber ouro para chorar lágrimas douradas que manchariam meu rosto com dois pequenos rios de ouro! Mas, por hoje – e só por hoje! – vou me contentar em transformar uma forma em ouro. Qualquer forma. Só para dourar um pedacinho de alguma coisa que um dia seria lixo. E virou luxo!

Guardião


Pé ante pé. Olhar atento. Ouvidos afinados. Até o paladar poderia definir o que estava por vir! Feito cobra, colocava a língua pra fora e constatava qualquer mudança de temperatura. Pelo tato sentia vibrar os passos de alguém que poderia chegar, sorrateiramente, de qualquer lado, para uma surpresa desagradável. Por instantes, mantinha o olhar fixo, concentrava-se na direção do vento e aguçava os ouvidos. Poderia ouvir mais que um tuberculoso. E ali ele ficava... noites a fio, noites de frio... só se esvaia depois que as ameaças passassem. E na noite seguinte, lá estava ele: pé ante pá. Olhar atento. Paladar ácido. Ouvidos afinados e as mãos firmes para sentir o tremelecer de qualquer passo!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Passagem das horas

Eu quero ser sempre aquilo com quem simpatizo,
Eu torno-me sempre, mais tarde ou mais cedo,
Aquilo com quem simpatizo, seja uma pedra ou uma ânsia,
Seja uma flor ou uma idéia abstrata,
Seja uma multidão ou um modo de compreender Deus.
E eu simpatizo com tudo, vivo de tudo em tudo.
São-me simpáticos os homens superiores porque são superiores,
E são-me simpáticos os homens inferiores porque são superiores também,
Porque ser inferior é diferente de ser superior,
E por isso é uma superioridade a certos momentos de visão.
Simpatizo com alguns homens pelas suas qualidades de caráter,
E simpatizo com outros pela sua falta dessas qualidades,
E com outros ainda simpatizo por simpatizar com eles,
E há momentos absolutamente orgânicos em que esses são todos os homens.
Sim, como sou rei absoluto na minha simpatia,
Basta que ela exista para que tenha razão de ser.
Estreito ao meu peito arfante, num abraço comovido,
(No mesmo abraço comovido)
O homem que dá a camisa ao pobre que desconhece,
O soldado que morre pela pátria sem saber o que é pátria,
E o matricida, o fratricida, o incestuoso, o violador de crianças,
O ladrão de estradas, o salteador dos mares,
O gatuno de carteiras, a sombra que espera nas vielas
Todos são a minha amante predileta pelo menos um momento na vida.

Álvaro de Campos

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Futuro

Pode seguir a tua estrela
O teu brinquedo de 'star'
Fantasiando um segredo
No ponto a onde quer chegar...
O teu futuro é duvidoso
Eu vejo grana, eu vejo dor
No paraíso perigoso
Que a palma da tua mão mostrou...
Quem vem com tudo não cansa
Bete balança meu amor
Me avise quando for a hora...

sábado, 22 de outubro de 2011

Outros olhos

Estava sempre ali, bastava ver. Bastava fitar os olhos e enxergar com os olhos d'alma. Bastava querer capturá-la, aquela imagem, para ser eternizada em algum lugar, em um limbo qualquer.

Tenham uma ótima noite de sábado!

O tempo passa

O tempo passa? Passa.
Mas há vincos difíceis
No caminho.
Há manchas na pele
Que roubam a beleza.
De que adianta estar
Esticadinho,
Com os colarinhos aprumados,
Se há uma enorme mancha
A te olhar, a te lembrar
Daquele fatídico dia
Em que o melhor gole
Errou a boca e foi
Parar ali.

Passa. Passa. Tudo passa.
O tempo passa panos pintados,
Listrados, esfumaçados, lisos.
O tempo passa, mas há sempre
Aquelas dores amarrotadinhas,
Chatinhas de passar.
Puxa daqui, estica dali.
Dá pra ir! Dá pra sair!
Ninguém vai reparar.
Deixe disso, que bobagem!
Ninguém vai reparar
Nesse furo. Está bem escondidinho.
Só você que está vendo.
Então acha que todos vão ver.
Vão não.

O tempo passa e borrifa gotículas
De esperança, às vezes,
Para passar melhor.
De vez em quando, somos pegos
Pelo avesso e, quando voltamos
Ao começo, percebemos que não
Está bem . . . passado.
Passa-se um lado. Amarrota-se
O outro.
Ah! Tá difícil. Vá assim mesmo!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Tim-tim

Já que hoje é sexta... tim-tim!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Fresta

Em meus momentos escuros
Em que em mim não há ninguém,
E tudo é névoas e muros
Quanto a vida dá ou tem,
Se, um instante, erguendo a fronte
De onde em mim sou aterrado,
Vejo o longínquo horizonte
Cheio de sol posto ou nado
Revivo, existo, conheço,
E, ainda que seja ilusão
O exterior em que me esqueço,
Nada mais quero nem peço.
Entrego-lhe o coração.

Fernando Pessoa

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Corram todos para as montanhas

...E termina mais um grande espetáculo de música no Brasil. Pela dimensão, até que as ocorrências do Rock in Rio foram poucas e de importância relevante. Batedores de carteira existem em qualquer lugar do mundo. É bonito ver que apesar da diversidade e de muitas caras estranhas, tatuadas e marcadas por piercings a paz prevaleceu. Acredito que seja o poder da música e uma adoração em comum por quem está no comando da plateia. Mas o Rock in Rio 2011 merece algumas observações. Ressalvo aqui que não há qualquer intenção de minimizar a presença dos artistas ou de macular a imagem de alguém. São apenas observações feitas durante os dias do festival. À elas:


Ivete Sangalo. Ah, Ivete! Essa aí é um eterno carnaval ambulante onde quer que vá e em qualquer época do ano. A baiana – e deve ser porque é baiana! – conseguiu imprimir sua voz grave no maior show de rock do mundo. Sim, Axé também é rock! Quem diz o contrário? Em 2013 há de se pensar na ampliação do conceito de ritmos, como: o que é Rock? Acredito que sertanejo universitário não caiba num palco do Rock in Rio! Mas, vai que...

Roberto Frejat todo formal e com uma cara lisa, não sei se devido a plástica ou algum outro tipo de intervenção estética, cantava como se estivesse no palco do saudoso Chope 10, na Avenida T-1, em Goiânia, conversando com a ‘plateia’ e pedindo que o ajudassem a cantar e agradecendo pela introdução de ‘Malandragem’, feita pelo filho dele na guitarra. É, rock’n roll também tem nepotismo. Bem diferente da porra-louquice da década de 1980, Frejat se apresentou todo social, de camisa e blazer escuros, desejando “luz e amor” para todos. Acho que subestimou o público do Rock In Rio, que não levou isso em consideração e se deixou levar, sim, pelo saudosismo. O que aconteceu com aquele parceiro do Cazuza? Até a banda usava terno e gravata!

Mais estranho que um Frejat repaginado só Cláudia Leitte, a princesa do Axé Music – já que a rainha é Ivete Sangalo por intitulação própria do público – cantando Led Zeppelin. Isso é possível? É plausível? Sinais dos tempos. Do fim dos tempos, como diria minha amiga curitibana Aline Mattar, no Twitter: “Corram todos para as montanhas”. É... muita coisa nesse Rock In Rio parecia anunciar as trombetas do apocalipse. Mas tudo com muita aceitação, o que, particularmente, acho genial e mais que válido. Afinal, como disse Chris Martin, vocalista do Coldplay, tudo aquilo era pela música, pelo amor e por alguma coisa mais que acho que nem ele conseguiu se desenrolar. Também foi um show a parte!

Shakira trouxe uma simpatia que aniquilou a visão de uma garotinha colombiana chata. Canta muito e tem presença! Ganha o público. Mas o mineiro Samuel Rosa, que consegue fazer coisa boa e levantar o público mesmo depois de duas apresentações internacionais de peso, como Coldplay e Maroon 5, da mesma forma que cosntrói, destrói. Não sei porque a mania que ele tem de ou cantar a própria música em ritmo diferente ou declamar a música, ao invés de cantar. Isso irrita o público. Me irritou! Se a voz não dá mais, muda a música. Mas surpreendeu. Fez a plateia pular com sucessos do primeiro CD, lá no início da década de 1990. Até Pedro Aristides, trombonista da banda, mostrou exclusividade. Se apresentou tocando o PBone, um trombone de plástico colorido – amarelo, no caso! – que ganhou de presente de um goiano, o empresário João Paulo Roriz, que detém a exclusividade do instrumento.

Voltando a Chris Martin, o vocalista do Colplay foi a prova viva de que o calor do Rio de Janeiro derrete, sim, as pessoas. Com metabolismo de Fórmula 1, suou o show inteiro em bicas. O suor escorrendo e pingando parecia efeito especial de um dos shows mais bonitos já apresentados no Brasil, acredito, e um dos mais esperados do festival. Chris Martin, quando terminou, se ajoelhou e beijou o chão do palco. Piegas? Pode ser! Mas é um tipo de atitude que deixa fãs descabelados e agrada brasileiros desacreditados no país. Alguém que vem da terra da Rainha, onde tudo é quase certinho demais, se desmonta de prazer ao perceber a dimensão daquilo que tem na frente. É, realmente, de encher os olhos. E quem não tem estrutura psicológica, sai de órbita!

Rock in Rio é assim. Tem o poder de fazer o brasileiro esquecer, nem que seja por um tempo, de Jaqueline Roriz. Alguns, ocupadíssimos nas filas para pegar um lugar ao ‘sol’ e ao som, nem ficaram sabendo que o STF, enfim, inicia julgamento de denúncia contra Paulo Maluf e familiares. É momento êxtase, de Puro Êxtase! – parafraseando Barão Vermelho –, que anestesia um povo doído pelas mazelas políticas e o faz muito mais forte para agüentar três noites seguidas de pulos e gritos, sem comer direito ou bebendo em excesso. Tinha até argentino suportando o tranco todo a base de três alnalgésicos por noite!

Até os metaleiros da System of a Down, banda armeno-americana abreviada de SOAD, se apresentaram fugindo do preto tradicional do heavy metal. O vocalista Serj Tankian vestia camisa branca! Mas isso não tirou o peso do metal e nem livrou a banda de altos comentários engraçadíssimos no Twitter, durante a apresentação. Para quem não tinha conhecimento do SOAD ou do ritmo, a noite foi de piadas. Depois, para encerrar, Axl Rose entrou parecendo um personagem de filme de terror. E derrapou! Na chuva e na voz. O tempo também passou para aquele jovem que tinha no grito agudo afinadíssimo a base para conquistar fãs. Passou! Não foi um encerramento apoteótico, mas deu o que tinha que dar.

No final das contas, resumindo todas as óperas, de todos os ritmos, valeu demais. Mesmo assistindo de casa, sem sopapos, empurrões e dor nos pés, em alguns shows era como me transcender. E eu poderia ver esse espetáculo por mais um mês, todos os dias, sem me cansar. Mas algumas atitudes e algumas personalidades, confesso!, me deixaram pensando se o fim do mundo não estaria próximo. Caso também acreditem nisso, e mesmo morando no Planalto Central, corram todos para as montanhas! É melhor prevenir.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Pérolas da noite

E enquanto as pérolas falsas enrolavam no pescoço de uma qualquer, usando outras joias baratas, roupa de feira malacabadas e cabelos cheios de laquê, alguém se contorcia numa cama de motel, revirando-se pelo calor do corpo e da alma. Lavada, diga-se!, de suor. Na noite escura, visível de costas apenas pela silhoueta desenhada pela luz do poste, vagava ela sem destino e sem rumo, bêbada, drogada e faminta. Saciada, de todos os tipos de comida, num quarto refrigerado numa cama macia com lencóis de seda, uma taça de espumante era a única companhia e o perlage o único que ainda subia. Ali do lado, a água do chuveiro caía sobre outro corpo cansado, antes suado, e reavivava forças para uma noite que parecia estar apenas começando. Na rua, o suor escorria cada vez mais torrencial, na noite abafada que prometia ficar ainda mais quente. Mas antes mesmo que o sol desse o ar da graça, cada uma delas estaria em seu leito, imundo que fosse, fétido, mas seguras das sensações. Nem perlage subiria mais. As pérolas falsas ficaram pelas ruas e derrubariam muitas outras, enquanto a vida seguia... redonda... como as pérolas falsas!


Rimene Amaral

Ciclos

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és... E lembra-te : “Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão”.


Fernando Pessoa

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Bem-vinda... bem-linda!



São duas flores unidas
São duas rosas nascidas
Talvez do mesmo arrebol,
Vivendo,no mesmo galho,
Da mesma gota de orvalho,
Do mesmo raio de sol.

Unidas, bem como as penas
das duas asas pequenas
De um passarinho do céu...
Como um casal de rolinhas,
Como a tribo de andorinhas
Da tarde no frouxo véu.

Unidas, bem como os prantos,
Que em parelha descem tantos
Das profundezas do olhar...
Como o suspiro e o desgosto,
Como as covinhas do rosto,
Como as estrelas do mar.

Unidas... Ai quem pudera
Numa eterna primavera
Viver, qual vive esta flor.
Juntar as rosas da vida
Na rama verde e florida,
Na verde rama do amor!

Castro Alves

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Camarãozinho emocional

Camarão Crispim...
Camarões gigantescos, empanados em crosta de gergelins, servidos com molho de limão! Feito pela chef liMda Emiliana Azambuja, lá no Emi cozinha emocional, para comer e se emocionar.
Provei, aprovei, lambi os dedos e comi mais...
Vale a pena!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Saudades

http://www.youtube.com/watch?v=_OFMkCeP6ok

Saudades


Às vezes a gente acorda e acha que muita coisa na vida, que aconteceu faz pouco ou muito tempo, não passou de sonho. Temos a nítida impressão de que as coisas boas apenas 'dão um tempo' e voltam melhores. Tão melhores que se fecharmos os olhos e apenas ouvirmos não podemos encontrar absolutamente nada que possa ser melhor, naquele exato instante. Aproveite um desses momentos. E ficamos apenas na saudade, que é o que nos resta! Bom dia, quinta-feira!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

A tiara de flores brancas



Lá de longe eu via chegando.
Os cabelos esvoaçantes teimavam em se misturar à tiara de flores brancas que segurava as madeixas, no alto de sua sinagoga.
E o vestido às vezes se ofuscava por detrás da poeira marrom.
O voz era a mesma. Com a sutileza distante de um canto agridoce em uníssono com o vento. Gemia!
Passos largos corria!
Apavorada para chegar perto e vislumbrar a entrada da capela, que ainda estava sem luz.
Sentou-se ali, numa pedra nada polida e sentiu o primeiro rasgo no vestido.
O sol baixou... A lua se ergueu...
E ninguém apareceu!
Ficaram os cabelos duros e embaraçados de poeira, a tiara de flores brancas e o vestido rasgado. Um copo de cólera para uma boca amarga e um pote de mel para adoçar as veias de fel.
Até o vento se foi. E ela também... a poeira, só no rastro e na esperança fugida até a próxima sexta!, quando o vestido remendado e a tiara de flores brancas atravessarão, novamente, o vendaval seco. Ela se sentará na pedra, fará um rasgo no vestido, esperará o sol cair e, nesta noite sem luar, voltará pra casa sonhando com o amor que não apareceu!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Saudade


Não faz muito tempo e o varal não tinha um só prendedor sem ocupação. Aos poucos, a família vai minguando, se mudando, se separando e se afastando. Vez ou outra se juntam, mas por tempo curto, que não seja suficiente para dar utilidade aos prendedores que ficam ali apenas para trazer lembranças. As roupas agora são poucas. As pessoas também...

domingo, 4 de setembro de 2011

Uma imagem


Vez ou outra acontece isso: os olhos conseguem ver, mas o cérebro não define a imagem. Sabe-se que é algo belo de se ver. As cores remetem a belezas inigualáveis, incalculáveis e ilegíveis. Um detalhe chama atenção, mas, ainda assim, é preciso admirar sem brigar com a imagem. Deixa ela aí. Deixa fluir! Viage. Essa é uma das emoções que a fotografia me proporciona. Eu sei o que é, quem capturou fui eu! Mas também me pego vagando em cada uma das ranhuras, em cada raio dourado como se fosse ouro sendo consumido pelo fogo, num deserto quente de beleza incomparável!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Tempestade tropical no Bela Vista



Ainda não era duas da tarde. Trabalhava em casa, computador ligado, quando houve uma queda de energia. O computador desligou. Liguei-o, novamente. A energia acabou, mais uma vez. Resolvi desligar e esperar a coisa se resolver. Como estava demorando mais que o normal, liguei para o número do serviço de atendimento de emergência da CELG. Segue o diálogo entre mim a atendente:

- CELG boa tarde meu nome é Juliana (nome fictício) e esta ligação gerou o protocolo número 2518XXXX com quem eu falo? (assim mesmo, sem vírgule e sem respiração)

- Poderia repetir, por gentileza, o número do protocolo?

- Não entendi seu nome, senhor?

- Nem eu o seu!

- Como senhor?

- Meu nome é Rimene Amaral. E o seu?

- Juliana, senhor.

- Juliana, poderia por gentileza, repetir o número do protocolo para que eu pudesse anotá-lo?

- 2518XXXX. Qual é o problema?

- Houve um pico de energia aqui no meu setor...

(ela me interrompe bruscamente)

- Me confirme o nome completo do titular da conta, com enedereço...

(o fiz, até o final, com setor e CEP, iclusive!)

- Bairro e cidade, senhor?

- Setor Bela Vista. Goiânia.

- A energia acabou?

- Não. Está em meia fase e oscilando muito.

- Mas tem energia?

- Sim, moça. Tem energia, mas é meia fase e está oscilando. A potência aumenta e diminui rápida e constantemente.

(silêncio)

A moça pergunta:
- Mas tem ou não tem energia?

- Sim, moça. Ainda há energia. Posso acender a lâmpada, mas está muito fraca.

(uma pausa longa...)

A atendente pergunta:
- O ‘clima’ tá chuvoso aí, ou não?

Engoli seco. Segurei a risada e respondi!

- Tá a maior tempestade aqui, moça. Raios e trovões. Ventos de 220 quilômetos por hora...

- Está chovendo aí, senhor!?

- Claro que não moça. Está mais seco que o deserto do Saara, segundo li na reportagem. Previsão de chuva só para o mês que vem, quando voltarei a te ligar pelo menos umas 543.234.709 vezes ao dia!

- A sua reclamação foi encaminhada para a área responsável. É só aguardar.

- Saberia me informar quanto tempo demora?

- É só aguardar, senhor! É a única informação que tenho.

- Ok. Obrigado.

- Posso ajudar em mais alguma coisa?

- Sim. Gostaria de saber se demora.

- A informação que tenho é que o senhor deve aguardar.

- Obrigado, então!

- Posso ajudar em mais alguma coisa?

- Não. Você disse que o que me resta é aguardar, então... Vou fechar a janela para não molhar aqui dentro de casa.

Ela resmungou e concluiu:

- A CELG agradece a sua ligação. Tenha uma boa tarde!

Por que a CELG agradece a minha ligação, sendo que a atendente estava P... da vida por falar comigo? Não entendi!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Expiradas garantia e paciência


Era meados dos anos 90. Eu tinha acabado de me mudar para meu novo apartamento e isso merecia uma comemoração. Fui à uma loja no shopping para comprar um aparelho de som novo e a novidade que vinha ganhando cada vez mais espaço no mercado era a marca LG. O produto me foi apresentado: um som com carrossel para 3 CDs, 16 BIT, Dual D/A Convertes 586. Parecia imponente e o preço agradava! Aquisição feita fiz a primeira festa em casa para testar o potente! Um espetáculo! Isso é que era som. Eu tinha um LG!

Algum tempo depois fui à procura de um DVD Player. A marca? LG, claro! A aquisição foi um DV 5921N. Aproveitei e comprei várias temporadas de seriados norte-americanos. A partir de então, minhas noites e meus fins de semana seriam recheados de filmes e seriados com imagem de qualidade e shows apresentados com a proposta de vários ângulos e até legenda. Uma maravilha!

Seis anos atrás, decidi que o meu aparelho de TV já estava obsoleto e, principalmente, por causa do novo DVD Player LG DV 5921N, eu precisava de uma TV maior. Passei um sábado rodando pelas lojas até encontrar a TV Color 29RP-29 CC90 (descrição da nota fiscal) LG 29 polegadas. Um espetáculo de imagem e, de quebra, fazia par com o DVD Player, o que transformava meu duo (TV+DVD) em compartilhamento perfeito!

O trabalho começou a solicitar muito de mim e a programação da TV começou a me agradar. Mas como assistir ao que eu queria sem estar em casa? Que tal comprar um vídeo-cassete? Teria comprado um para gravar tudo o que eu queria assistir quando não estivesse em casa, não fosse pelo fato de o aparelho não ser mais fabricado e nem ser vendido. Procurei por uma solução e... tcham, tcham, tcham, tcham... Descobri que já existia gravador de DVD! Meu sonho de consumo estava na minha frente. A marca? Adivinha? LG! Um gravador de DVD LG DR7221B. Com ele eu programava minhas gravações com até uma semana de antecedência. Além disso, podia assistir aos meus DVDs. Tudo em um único aparelho. Meus problemas haviam acabado.

Ano passado, trabalhando em casa, no meu computador com monitor de 14 polegadas, tive a surpresa estranha quando a tela ficou toda verde. Depois de vários diagnósticos, descobri que a vida útil do monitor já havia expirado. Nem sabia que isso acontecia. Mas como trabalho com fotografia e precisava de uma imagem perfeita, teria de providenciar um novo monitor! Ao shopping! Em uma das lojas me foi apresentado o monitor Flatron E2050T de quem? Da LG, claro! Preço bom, monitor gigante de LED/LCD, blá, blá, blá... Comprei!

Bem, hoje tenho em casa cinco aparelhos LG. Todos com sua finalidade e importância. Todos ocupando os mesmos lugares de destaque. E todos, absolutamente todos, apresentam defeitos!

Vamos aos aparelhos e aos fatos:
1.       O aparelho de som, com carrossel para 3 CDs, 16 BIT, Dual D/A Convertes 586, que era a imposição em forma de aparelho de som, após dois anos de uso começou a escolher os CDs que tocava. Não! Não compro CD pirata. Eram todos originais, comprados em lojas e caros! Mais um ano de uso – e com a garantia expirada, é claro! – começou a não querer aceitar mais de um CD no carrossel de três. Assistência técnica? Desisti depois da terceira visita! Hoje em dia, o meu aparelho de som LG toca alguns poucos CDs, mas com um agravante: como se todos estivessem arranhados e as músicas não passam dos 30 segundos de execução.
2.       O meu DVD Player DV 5921N também resolveu selecionar os episódios e as temporadas dos meus seriados. Um deles, por exemplo, a terceira temporada da série Six Feet Under (A Sete Palmos), não o agrada. Isso significa que ele me informa, todas as vezes, que o DVD não pode ser identificado. Já tentei, por várias vezes, fazer as devidas apresentações. Em vão! Tudo acontece a partir do segundo ano de uso do aparelho. Hoje em dia, são raros os DVDs que ele ‘reconhece’. Mais anti-social impossível! Duas visitas à assistência técnica. Desisti!
3.       O aparelho de TV LG 29 polegadas resolveu apresentar uma mancha azulada, meio roxa, do tamanho de um abacaxi, do lado direito da tela, bem na cara do Jô Soares quando está enquadrado junto com o entrevistado. A tal mancha também passeia por toda a programação de todos os canais! Essa é inexperada e dura aproximadamente meia hora. Quando aconteceu? Exatamente dois meses após o fim da garantia!
4.       Dois anos após adiquirir o gravador de DVD LG DR7221B, aconteceu o primeiro caso. Saindo para o trabalho e sem saber se chegaria a tempo de assistir a um filme anunciado em uma emissora, programei o aparelho para gravar. Horário de início e horário de término, como sempre fiz. Quando cheguei em casa... surpresa! Não havia nada gravado. Perdi o filme. Achei que deveria ter feito algo errado, durante a programação. Fim de semana seguinte, fiz nova programação. Prestei atenção para que o passo a passo fosse realizado direitinho! Novamente perdi o que achava que estaria gravando! Mais um tempo e o aparelho gravador de DVD LG DR7221B passou a não querer gravar mais. Decidiu numa noite de sexta-feira. Daí em diante, ficou rebelde. Não aceitava mais nenhuma programação. Passei a gravar corrido. Acionava a tecla de gravação e saia. Funcionou bem durante uns três meses. Estava bom demais e o gravador de DVD deve ter estressado com alguma coisa. Resumindo, hoje em dia não grava mais. Exibe alguns poucos DVDs e, quando se pede para gravar, aparece a mensagem para que o DVD regravável seja limpo. Isso por pelos menos umas 28 vezes até eu me cansar de tentar e desistir da gravação. E sabe quando aconteceu a primeira pane? Exatamente um ano depois de expirar a garantia!
5.       Sabe o monitor Flatron E2050T de LED/LCD e tals? Pois é. A garantia dele acabou mês passado e, um dia depois: BINGO! Passou a ter vida própria. Adquiriu sua independência e, quando não está de bom humor, liga mas não mostra a imagem na tela. Li absolutamente, pela enésima vez, todo o manual de instruções. Nada a respeito do caso. Na correria, comecei a usar meu netbook, que não é LG, mas quando o monitor Flatron E2050T resolve dar o ar da graça e apresentar a tela gigante e toda brilhante, volto ao trabalho com as fotos.

Pergunto: os aparelhos LG são feitos para durar apenas o tempo da garantia? Ou uns meses a mais? Isso não está escrito no manual! O que devo fazer? Via-sacra na assistência técnica? Levar todos os aparelhos, mais uma vez, para o conserto e ficar com a casa limpa por um mês? Ou devo doar todos para uma oficina eletrônica aproveitar peças (que peças?)? Acham que devo comprar mais algum aparelho LG?

Aguardo contato!

Rimene Amaral, jornalista, fotógrafo e consumidor enganado!

Resposta do SAC da LG: Não há como enviar a minhas reclamações já que o espaço do e-mail não as cabe! // Não há como enviar e-mails, também!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Quando a voz se cala


Dia desses, ainda cedo, fui abrir meu e-mail para começar mais um dia de trabalho. Tentativa frustrada. Tomei meu café e tentei novamente. Em vão! Liguei para o meu provedor de internet, o BR Turbo, passei por dois menus até conseguir ser atendido por alguém que fala e interage. Informei que não estava conseguindo acessar meu e-mail. A moça me fez uma dezena de perguntas, pediu para que eu esperasse e voltou com a informação que o meu e-mail estava em manutenção e não havia previsão de retorno à normalidade. Fique estático e sem reação, por algum tempo. Informei à atendente que eu não sabia da manutenção, nada me fora avisado e eu precisava trabalhar. Ela disse apenas que era a única informação que tinha para me repassar e desligou. Simples, assim!

Não é de hoje que sou conhecido pela forma de agir quando me sinto lesado ou injustiçado. Sempre fui de correr atrás quando acredito estar certo. Se me convencerem do contrário, recolho-me à minha total ignorância. Mas até isso acontecer, vou fundo. É aquela história de dar um boi para não entrar numa briga e uma boiada para não sair dela. E pensando assim, liguei novamente no telefone do provedor. Outra moça atende. Mesmos menus, mesma dezena de perguntas. Informações idem: ‘em manutenção e sem previsão’. Pedi para falar com o supervisor e a moça disse que ela mesma era responsável pelo atendimento. Insisti. Ela me informa que o supervisor não está. Perguntei, então, se teria desconto no valor da conta, já que meu e-mail não estava funcionando. Nenhuma resposta. Silêncio total. Solicitei a gravação da conversa e ela me disse que apenas por vias judiciais e desligou o telefone na minha cara.

É nessas horas em que a gente passa a testar a saúde e o autocontrole. Aos fatos: meu e-mail não funciona por culpa do provedor, que resolveu fazer uma manutenção sem me avisar. Não me dá qualquer previsão de retorno. Não há ninguém para quem eu possa reclamar. Pés, mãos e língua atados. Mas não sou de desistir fácil e liguei mais uma vez. Mais dois menus e um rapaz me atendeu. Mais uma dezena de perguntas e ele pediu para que eu acesse meu e-mail de uma outra forma. Bingo!, o e-mail abriu. Não sei se fiquei feliz ou furioso. Por que as duas atendentes incompetentes não me ensinaram isso antes? Despreparadas ou agiram de má fé? Não sei, nunca vou saber e levo o questionamento para o túmulo!

Essa situação toda me fez parar e pensar nas leis brasileiras, em específico na lei dos call centers (Decreto no 6.523), que vigora no Brasil desde o dia 1o de dezembro de 2008. Uma das regras obriga, preste atenção: obriga!, empresas a atenderem os consumidores em até um minuto. Além disso, o consumidor pode solicitar acesso ao conteúdo da gravação e ao histórico de atendimento. Tudo isso é bonito de se ler, mas e na prática? Quem vê isso? A quem reclamar? Como comprovar um atendimento se, sequer, o provedor oferece um número de protocolo?

Quando o Procon foi lançado era um dos órgãos mais atuantes, na defesa do consumidor. Mas, infelizmente, como muitos órgãos públicos caiu na burocracia e isso levou ao descrédito! É aí que o cidadão que se sente lesado, como eu, recorre à Justiça. Mais uma ação judicial para atrasar, ainda mais, a já morosa Justiça brasileira. O que deveria ser feito é um trabalho de fiscalização permanente, por órgãos competentes, com multas estratosféricas, já que muita gente passa pelo problema e aceita tudo de boca fechada. Só assim teremos dignidade e poderemos ser chamados de cidadão e não de bobalhão. E fica a sugestão!

Publicado no jornal O Hoje, de hoje, dia 23/08/2011, página 4.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

A solução definitiva para a secura de Goiânia


Fica assim:

Nas próximas eleições darei total apoio ao candidato a prefeito de Goiânia que melhor propuser soluções para resolver nossos problemas de sequidão e calorão.
Alguns pleitos atrás, propus isso, mas não tive qualquer respaldo. Hoje, já recebi até proposta financeira. Às ideias:
1. Goiânia seria fechada (ou coberta) com uma redoma de acrílico, isolante térmico, com portas para saída e entrada em todas as saídas e entradas da cidade.
2. Geradores de ar condicionado central, de cerca de 4,5 milhões de BTUs, seriam instalados em vários pontos da cidade, nas partes altas, mantendo uma temperatura constante de 17 graus centígrados.
3. Nas partes baixas, umidificadores de ar, que manteriam a umidade a 70%.
4. O teto seria côncavo (ou seria convexo?) para aparar a água da chuva, porquê quando chove...

Geraríamos mais empregos! Jovens teriam trabalho. Receberiam para passear por toda a cidade de bicicletas, que seriam instaladas em linhas, para reabastecer os umidificadores. A energia gerada pelas bicicletas fariam os compressores de ar condicionado funcionar.
Cada morador teria um GPS (único investimento pessoal por família). Através dele, o morador mandaria uma mensagem à uma central, solicitando a abertura da escotilha que estivesse em cima da casa dele, por exemplo, para receber chuva. Bastaria digitar as coordenadas (latitude e longitude) e a escotilha acima da casa se abriria por um tempo determinado, o necessário para a ação. O governo poderia subsidiar a compra em parcelas a perder de vista, como eram os financiamentos da Caixa Econômica Federal.

Os resultados imediatos:
1. Não teríamos crianças foras das salas de aula por causa da dispensa, devido ao clima seco.

2. Não teríamos tanto estresse no trânsito, causado pelo calor que quase cozinhas os miolos.

3. Não teríamos gastos estratosféricos com a saúde pública, já que muitas dessas doenças que lotam os Cais hoje são decorrentes do calor e do tempo seco.

4. Com o tempo mais fresco, os alimentos durariam mais e o custo de vida seria melhor.

          Bem, está lançada a solução definitiva para o nosso maior problema. Acredito que, a partir daí, poderemos viver melhor, vender nossa tecnologia e ideia, que já estariam registradas e patenteadas, para o mundo todo. Já pensou isso na Inglaterra? Nos Estados Unidos, onde idosos morrem mais que abacates maduros caem? Definitivamente é a única solução. Meu voto é garantido e, acredito, teremos todos a nosso favor, inclusive como cabos eleitorais. Tenho dito!

sábado, 13 de agosto de 2011

Sem proseio e sem feição


Nem sob tortura papai conseguia falar ‘NÃO’ a alguém. Jamais foi de reclamar aos outros e também não era uma pessoa que deixava de lado um desafio, principlamente quando ele tinha que estudar o caso. Já disse várias vezes que papai era uma espécie de ‘faz-tudo’ e o que vou relatar não foge ao estereótipo!
A campanhia tocou cedo. Era sábado e papai, como sempre, já estava de pé, café pronto e pão de queijo no forno. Ouvi os passos abafados passando pelo corredor externo da casa e chegando ao portão, que gemia ao abrir. Bem longe, escutei a voz de um menino. Ele pedia para que meu pai fosse até a casa dele dar uma olhada na televisão. Afinal, era sábado e ficar sem TV num dia em que também não se tem muita coisa a fazer não era bom. Não ouvi a resposta que papai deu ao garoto, mas sabia que ‘NÃO’ não havia sido!
Tempinho depois me levantei. Papai retirava uma bandeijada de pão de queijo do forno. Pegou um ainda quente, saindo fumaça, e jogava de uma mão à outra para esfriar. Mamãe ainda na cama apenas sentia o cheiro do pão de queijo e do café e reunia coragem para se levantar.
Sem cerimônia, papai cortou duas fatias finas de mortadela, colocou dentro de um pão de queijo e deu-me. Um sanduíche perfeito para um sábado de manhã. Perguntei a ele quem havia tocado a camapnhia e ele me respondeu que iria até a casa de um amigo ver o que estava acontecendo com a televisão. Segundo o garoto, a TV não estava funcionando. E lá foi ele.
Relatos dizem que papai riu como poucas vezes. Chegando na casa do tal ‘amigo’ – nessas horas todos se tornam grandes amigos! – a TV, peça principal da sala, estava rodeada pelas pessoas da família. Papai perguntou o que havia acontecido com o aparelho.
- “O senhor cridita que amanheceu assim? Hora tem proseio e num tem feição. Hora tem feição e num tem proseio!”, disse o dono.
Papai disse que segurou firme para não rir compulsivamente da forma simples, direta e ‘intendível’ que o dono da casa usou para explicar o problema. Abriu a TV, retirou algumas peças, limpou outras, apertou mais umas, soprou, soldou e testou! Ao ligar o aparelho, estavam lá ‘proseio e feição’. Uma imagem mais limpa que fralda de bebê. Um áudio mais puro que água de mina.
A partir daí virou piada e papai passou a contar a história, sempre incrementando um pouco mais. E sempre rindo cada vez mais da TV que não tinha proseio, nem feição. Ainda hoje consigo fechar os olhos e ver a risada larga, os olhos quase marejando de tanta graça e papai retirando um lenço do bolso para enxugar os olhos, atrás dos óculos. Mas a feição e o proseio dele não serão mais afinados. Calaram-se a voz e as risadas. Sumiu-se a feição, que agora fica apenas na saudade.

Feliz Dia dos Pais, onde quer que esteja!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Musical Roriz reúne feras do sopro em Goiânia


Um grande encontro de músicos tarimbados, com show de Silvério Pontes, Zé da Velha e o saxofonista Humberto Araújo, que acompanha a banda de Luiz Melodia. O time de primeira faz parte dos convidados especiais dos empresários Paulo Roriz e seu filho, João Paulo Roriz, para a inauguração da Musical Roriz, a versão varejo da tradicional loja de instrumentos musicais que completa 35 anos de marcado. A happy hour, com a presença das personalidades goianas do meio, será no dia 19, a partir das 18 horas, com apresentação também da Banda do Corpo de Bombeiros.

A Musical Roriz tem representação exclusiva no Brasil do grupo americano Conn-Selmer, que abastece o mercado com 21 marcas entre instrumentos de sopro e percussão e vende no atacado os pianos Steinway & Sons – fabricados nos EUA e considerados os melhores do mundo –, trompetes Vincent Bach, modelo Artisan, violões Yamaha e Baterias Pearl.

A loja de varejo da família Roriz, localizada na Ricardo Paranhos, abre as portas apresentando cerca de 700 produtos, entre instrumentos musicais de sopro, percussão, teclados, pianos e corda, além de acessórios. Entre os produtos estão os que a família chancela com a marca Quasar, uma linha de instrumentos de sopro e percussão. A estreia no varejo vai introduzir a Musical Roriz num nicho de mercado até agora inexplorado em Goiânia. 

A Musical Roriz vai se instalar com muitas novidades. Todos os seus funcionários são músicos profissionais e a loja terá um espaço destinado a recitais, com um piano à disposição dos clientes. Além da loja de Goiânia, a Musical Roriz está lançando também a sua unidade de Palmas e uma loja virtual com entrega em todo o país (site). Na versão on line, vários produtos exclusivos, como acessórios da marca francesa BG (sopro), Vincent Bach, CG Conn e Ludwig (percussão).    

Outra exclusividade da Musical Roriz é que a loja terá um estúdio gratuito para músicos que queiram gravar seus CDs demo. A loja é patrocinadora da Escola de Artes Veiga Vale.