quinta-feira, 31 de julho de 2008

CLT

Meu anjo da guarda tem adicional noturno e gratificação por insalubridade!

Um Everest de calorias!!!

Misture doce de leite com rosquinha mabel triturada, em forma de farinha. Acrescente licor de amaretto. Faça as bolinhas e mergulhe no chocolate derretido. Pronto, virou trufa!
Atenção: Cada uma tem caloria suficiente para você sair de casa e ir para a academia correndo, passando por Trindade, Nova Veneza e Nerópolis. Coisinha rápida de queimar!!!

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Diálogo com a vizinha de cima

Parte I

Há oito anos moro no sétimo andar, de um prédio de oito andares. É o primeiro prédio onde moro, com alguém morando em cima. Sempre vivi no último andar. Pois bem, ao voltar de uma viagem de férias comecei a ouvir sons diferentes e a acordar mais cedo. Comecei a perceber também que meu sono não me descansava mais, como antes. Até que percebi o motivo.

Enquanto eu curtia a tranqüilidade das minhas férias, uma nova vizinha se instalou no apartamento que fica em cima do meu. Ela e mais uma matilha de poodles que acharam seu cantinho para arranhar o chão e coçar as unhas. Pois os dois monstrinhos ficam o dia inteirinho e a noite inteirinha erranhando o chão. Um encontrou um ponto que fica bem acima da minha cama. O outro, um ponto mais isolado no corredor do apartamento, que fica em cima do meu computador. É pirraça. Só pode ser!

Será que esses infelizes não podem procurar um lugar lá na área de serviço? Dia desses, era quase uma hora da manhã, meus olhos rachados de sono, e os ‘francezinhos branquelos de algodão’ ainda não estavam satisfeitos. Interfonei ao porteiro e pedi para que ele chamasse o apartamento de cima. Ele não o fez! De pijama e descalço, subi as escadas e toquei a campanhinha:

A mulher do apartamento de cima: Quem é? – antes de abrir a porta.

Eu: Seu vizinho de baixo! – anunciei.

A mulher do apartamento de cima: Boa noite! – assim que abriu a porta.

Eu: Deve estar sendo ótima para a senhora. Pra mim, uma tormenta! – retruquei.

A mulher do apartamento de cima: O que foi? – perguntou com a testa franzida.

Eu: A senhora poderia, por piedade, fazer com que seus cachorros parem de arranhar o chão? Coloque uma meia neles, ou borrachas nas unhas. Leve-os ao veterinário, – sugeri! – mas faça alguma coisa porque eu não consigo dormir...

A mulher do apartamento de cima: ? – com um olhar assustado.

Eu: Bom dia!

segunda-feira, 28 de julho de 2008

A salvação dos apreciadores

EXPAND STORE NA LEI SECA

Na Expand Store, a abstemia é premiada. Para aquele seu amigo que se dispõe a dirigir para a turma e ficar sem beber, foi criado o Menu Abstêmio.

No Wine Bar, o motorista dos amigos tem direito a cerveja sem álcool, petisco e sobremesa. No Bistrô Expand, cerveja sem álcool, entrada, prato principal e sobremesa.

Tudo de graça, desde que num grupo de quatro ou mais pessoas com consumo mínimo per capta.
Quem for beber, já sabe: na Expand os vinhos consumidos tanto no Wine Bar quanto no Bistrô têm preço de importadora.

Mais um motivo para fazer da Expand um delicioso lugar para se exercitar os melhores prazeres da vida!

sábado, 26 de julho de 2008

Sushi virtual vai às mesas


I ENCONTRO DOS APRECIADORES DE SUSHI DO IKEBANA

Ikebana Sushi Bar e Comunidade do Orkut Sushi – Goiânia realizam encontro de apreciadores de comida japonesa como forma de integração


Na próxima terça-feira, dia 29 de julho, o Ikebana Sushi Bar abre as portas para receber os apreciadores da boa culinária japonesa, em noite de confraternização, a partir das 19 horas. Será realizado o primeiro Encontro dos Apreciadores de Sushi do Ikebana, que terá o apoio da comunidade Sushi – Goiânia, criada no Orkut, em 28 de julho de 2004, que comemora quatro anos. A intenção é integrar as várias comunidades e os degustadores da culinária japonesa em Goiânia e no interior.

A cultura da terra do sol nascente também terá destaque, assim como a preparação dos pratos. O Ikebana Sushi Bar preparou um cardápio diferenciado e peças exclusivas serão servidas à vontade. Tudo para marcar Goiânia como uma das capitais brasileiras do sushi. O encontro tem capacidade limitada de pessoas e as reservas já podem ser feitas pelo telefone (62) 3945-1558 e 8413-5515.

Cardápio

Entrada: guioza, tempurá de legumes ou sunomono.
Combinado: 05 sashimis e sushis à vontade (hossomakis, uramakis, niguiris, hots e peças especiais - mosaico, acelga maki, hot ebi cheese, hot skin cheese)
Sobremesa: hot de banana ou morango, ou tuna de morango ou kiwi com nutela.
Refrigerante incluso
Preço: R$ 42,00 por pessoa.
Necessário reserva!

terça-feira, 22 de julho de 2008

Quinta edição do evento Só Para Mulheres

Jornalista e empresária Ciça Carvello já tem pronta toda a programação de atividades da quinta edição do Só Para Mulheres, evento que ocupa o Centro de Cultura e Convenções de Goiânia entre os dias 28 a 31 de agosto. Já estão confirmadas as presenças da escritora e atriz Maitê Proença, que vai autografar o seu livro Uma Vida Inventada, do maquiador e fotógrafo Fernando Torquato, que fará palestra sobre beleza e da jornalista Alexandra Farah, que vai falar sobre o pretinho básico, a preferência de nove entre dez mulheres. Outros detalhes são os acessórios da lojinha do SPM, assinados pela designer Isa Oli, e a brinquedoteca, este ano sob a responsabilidade da Lê Devolve e da Mabelokos da Mabel. Para os homens que acompanharem as mulheres na maratona, oportunidade de ver de perto o novo Gol no espaço da Saga.

Batman ficou com inveja do Coringa!

O ator Christian Bale, que faz o papel principal no novo filme do Batman, O Cavaleiro das Trevas, foi preso em Londres, acusado de agredir a mãe e a irmã antes de uma das premières do filme, informou a mídia britânica nesta terça-feira.
Fonte: Portal Terra
Se a moda pega...

Utilidade pública

Era azul! Mas já estava desgastado pela luz do sol que invadia a sala do apartamento 1022 e judiava daquele coitado, que agora foi deixado à rejeição. O Sofá Camarim fora comprado dez ou onze anos atrás. O valor dele teve que ser dividido em 10 prestações para que os donos da casa pudessem levá-lo para o lugar de destaque, na sala. Ali no lado sul do cômodo ele ficava parado, sendo agredido pela claridade matutina e esperando para receber um corpo cansado. Fora assim durante mais de uma década. Agora está ali, jogado no canto da calçada, esperando que o lixeiro o leve ou que alguém com um pouco de alma o carregue.

Bastou o último raio de sol se esconder. Uma carrocinha com tração ‘animal-humana’ encostou perto do sofá. Uma senhora franzina, com a pele enrugada e seca, de mais ou menos 70 anos, estudava o tamanho e a largura do meio de transporte. Ela estava decidida: iria levar o sofá. Depois de muito medir e calcular, quase que desistindo da empreitada, um senhor dobrou a esquina. Imediatamente a mulher pediu auxílio. Os dois pareciam ter uma força descomunal. Em menos de três minutos abraçaram o sofá e o colocaram na carroça.

A puxadora se esforçou para dar o primeiro arranco. Mas a vontade de chegar em casa logo e colocar o móvel no lugar certo a motivava cada vez mais. Assim ela se foi. Puxou a carroça com o sofá em cima por mais de cinco quilômetros. Ao chegar, um barraco feito de madeirite, que não deveria ter mais de trinta metros quadrados, chamou os cinco filhos para ajudar na retirada do sofá. Ele foi para a entrada da casa. Não cabia lá dentro. Foi preciso abrir um buraco no portal, que foi remendado depois que o sofá fora colocado lá dentro.

O dia seguinte foi de conhecimento para a senhora e os filhos. Ninguém foi para a escola. Ela esqueceu as obrigações de catadora e ficou em casa, junto aos filhos, admirando a beleza do azul turquesa daquele sofá. Estava mais azul do que nunca, aos olhos dela. E era o destaque, não apenas da sala, mas da casa inteira. Chamou os vizinhos para ver. Muitos ameaçavam se sentar, mas o olhar da senhora era de um ciúme inacreditável da peça. Ficou também, só para admiração dos amigos. E assim ficou, por longos anos.

Num sábado à noite, o filho mais velho daquela senhora, chegava em casa, depois de uma carraspana, e sujo por ter caído numa poça de lama, se jogou com tudo em cima do sofá azul. Foi o suficiente para acordar a mãe que chegou aos berros na sala. O rapaz não moveu um músculo sequer. Foi preciso arrastá-lo! Mas com isso, parte do forro veio junta. O sofá não era mais o mesmo. Durante o resto da noite e a madrugada, a senhora, já cansada, tentou, em vão, limpar o móvel. Impossível! O cheiro da lama, misturado ao da cachaça que o filho exalava, fez com que ela se lembrasse de Timóteo, o pai de dois dos cinco filhos dela, que morrera de cirrose oito anos antes, depois de torrar toda a grana com bebida e mulheres, e deixá-la com uma mão na frente e outra atrás. A repulsa foi imediata!

Durante um mês ela tentou conviver com o sofá. Mas as lembranças não paravam de martelar a cabeça dela. Decidiu: faria com o sofá, o mesmo que fizera o primeiro dono da peça. No dia seguinte, antes mesmo que o sol saudasse a manhã, ela colocou o sofá na mesma carroça e tomou o rumo da rua. Num lugar ermo, debaixo de uma árvore, ela teve que fazer um esforço quatro vezes maior para retirá-lo do transporte e colocá-lo no lugar onde, mais tarde, tomaria seu rumo definitivo.

Sumidas embaixo das manchas de lama estavam as três últimas letras do Sofá Camarim, mas não era de se esperar que alguém o encarasse e conseguisse ler nas letras que sobravam: “Sofá Cama”. Mas Salustiano conseguiu. E seus olhos também brilharam ao ver o azul turquesa embaçado. Imaginou que pudesse colocar aquela esteira que achou numa rua do centro, dias antes, e tudo ficaria novinho em folha. E foi assim que Salustiano transformou o Sofá Camarim em Sofá Cama, leito para dois dos seus seis filhos.

domingo, 20 de julho de 2008

Conto de fadas

A Cinderela estava em casa, toda tristonha e cabisbaixa quando, de repente, eis que surge sua fada-madrinha:
- O que há, Cinderela? Por que toda essa tristeza?
- É que hoje é o dia da festa do Príncipe no castelo e eu não posso ir porque estou naqueles dias.
- Ah, Cinderela. Incomodada ficava a sua avó, disse a fada-madrinha.
Então, empunhando sua varinha mágica, a fada transformou a abóbora em um OB. Explicou como se usava e lá foi a Cinderela toda feliz para a festa no castelo...

À meia-noite a Cinderela morreu.

sábado, 19 de julho de 2008

Voleibol


O Dunga deveria pegar umas aulas com o Bernardinho. Que time!!!

sexta-feira, 18 de julho de 2008

O significado do nome: P.A.G.O.D.E.

Porcaria
Auditiva
Generalizada para
Otários
Desprovidos de
Esperteza.

CAMPANHA
Suma com um pagodeiro até o carnaval e ajude a construir um Brasil melhor!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Dicionário Goianês-Português

Quem conhece Goiás, conhece suas peculiaridades. Uma delas é a língua. Pois bem, até quando houver lembranças sobre o nosso dialeto vou publicar algumas pérolas do dicionário goianês-português, fundamental para o visitante usufruir de toda a simpatia do povo goiano, entendendo tudo que é dito por aqui! Atenção: Os verbetes servem para todo o Estado de Goiás.

# Deixa eu te falar – Também usado com a variação Ow, deixa eu te falar é uma introdução goiana para um assunto sério. Nunca chegue para um goiano falando diretamente o que você tem a falar. Primeiro diga: 'ow, deixa eu te falar', para prepará-lo para o assunto. Em Goiás é preciso seguir o ritual de uma conversação. Ex.: 'E aí, bão? E o Goiás, hein? Perdeu! Tem base? É por isso que eu torço pro Vila. Ow, deixa eu te falar, lembra aquele negócio que eu te pedi...' A forma abreviada é ‘te falar’.
# Deixa eu te perguntar - A mesma coisa que deixa eu te falar, mas usado, obviamente, quando vai perguntar algo.

Amarelinha

A China é um negócio de lá!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Mais um...

O tiro ao alvo continua funcionando no Rio de Janeiro. Mais um inocente, que estava como refém, foi morto pela polícia.

Até quando?

Carona e Oração


Ofereci uma carona para a copeira da empresa onde trabalho. No meio do caminho ela mudou a rota e resolveu ir à igreja.

- A senhora vai para qual igreja?
- Para a matriz, de Campinas.
- Reza pra mim?
- Rezo!

No outro dia...

- A senhora foi à igreja ontem?
- Fui.
- Rezou para mim?
- Rezei. Rezei para todo mundo daqui e para minha família.
- Então a senhora nem prestou atenção à novena!
- Mas eu rezo antes de a novena começar...
- E dá tempo de rezar para todo mundo antes?
- Dá. Eu vejo um por um...
- Isso é espiritismo.
- Não. É só na imaginação.
- Então, a senhora imaginou que rezou pra todo mundo?
- Não. Eu rezei mesmo.
- E a senhora me viu, ou me imaginou, a que horas?
- Uai, quando eu tava na igreja...
- Mas eu fui o primeiro, o segundo, o terceiro... o décimo ou o último?
- Por que?
- Porque se eu fiquei por último a reza foi menos potente.
- É? Então eu vou amanhã e rezo pra você primeiro.
- Reza com força, tá?
- Não sei rezar com força. Eu já aperto muito os olhos!

Todo mundo fala. Pouca gente sabe!

As expressões ditas no dia a dia têm significados históricos. Muita gente usa algumas delas e nem têm a noção doque significa, de onde vem ou por quê... Então, vamos a um pouco de cultura (in)útil.

Onde Judas perdeu as botas

Significado: Lugar longe, distante, inacessível.
Histórico: Como todos sabem, depois de trair Jesus e receber 30 dinheiros (eu também chamo dinheiro desconhecido de dinheiro! Entendeu?), Judas caiu em depressão e culpa, vindo a se suicidar, enforcando-se numa árvore. Acontece que ele se matou sem as botas. E os 30 dinheiros não foram encontrados com ele. Logo os soldados partiram em busca das botas de Judas, onde, provavelmente, estaria o dinheiro. A história é omissa daí pra frente. Nunca saberemos se acharam ou não as botas e o dinheiro. Mas a expressão atravessou vinte e um séculos.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Tiro ao Alvo


É ano de Olimpíadas! E deve ser pela proximidade dos jogos que algumas modalidades têm se tornado mais quotidianas, mesmo fora das áreas dedicadas a elas. Como bem lembrou minha amiga Gal, no Blog Caneca da Nina (http://www.canecadanina.blogspot.com/), o Arremesso é uma modalidade que acabou virando modismo entre pais desequilibrados. Arremessar filho de sexto andar de prédios virou banalidade. A modalidade agora é: TIRO AO ALVO!

Somente do que se tem notícia, em uma semana já foram duas pessoas mortas por armas usadas pelas mãos de policiais militares que, por acaso, deveriam zelar pela segurança do cidadão. Falta de preparo? Pode ser. Mas há mais o que se pensar do que apenas isso.

No domingo, dia 6 de julho, João Roberto Amorim, de 3 anos, foi baleado quando estava dentro do carro da mãe, no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro. Após ser ultrapassada pelo carro dos supostos assaltantes, a mãe do menino havia encostado o carro para dar passagem aos policiais. Mas os PMs confundiram o veículo dela com o dos supostos criminosos. Foram mais de 15 tiros! 15 tiros! Não foi um, nem foram dois. Foram 15 tiros! João Roberto foi atingido por dois, um deles na cabeça, e morreu no hospital. A Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro chamou a ação de desastrosa e admitiu a falta de preparo dos policiais.

Esse despreparo da polícia acabou matando mais um inocente. Desta vez a vítima foi a estudante Rafaeli Lima, de 20 anos. A jovem foi morta com um tiro na cabeça pela polícia na madrugada de domingo, em Porto Amazonas, cidadezinha do interior do Paraná. Com apenas 5 mil habitantes, o local não deve ser tão violento assim. Mas a polícia criou um horror.

Quando a imprensa pede uma explicação para o comando da polícia ou para a Secretaria de Segurança a retórica é sempre, sempre a mesma: “A polícia pediu para eles pararem. Não pararam. Eles atiraram. Houve troca de tiros. Eles foram baleados. Levados ao hospital, não resistiram aos ferimentos”. Simples, né? Menos bandidos! Só que não eram bandidos. Eram cidadãos de bem!

Será que não estaria na hora de mudar esse discurso? Melhor: será que não estaria na hora de deixar de falar, e agir? Mandar os policiais que entram na corporação para o banco da escola, para treinamento com especialistas, psicólogos, sociólogos e todos os ‘ólogos’ que podem ajudá-los a distinguir um cidadão de bem de um bandido... Educação é a base para qualquer trabalho bem feito. E no trabalho da polícia, os erros são imperdoáveis. Pior, são intoleráveis!

Vou me mudar para Paris

Caí na malha fina do leão! Nem pensem que fiz alguma coisa de errado. Tenho medo, tremo nas bases só de pensar! A Receitinha (que não é de pão-de-ló, e sim, a Federal) só não acreditou que eu, por causa de uma bursite que tive no fêmur, tive de gastar um dinheirão com fisioterapia. E mais! Como eu pagava o tal “Carnê Leão” mensalmente pra facilitar, é claro que alguma coisa tinha de dar errado. E deu! Perdi justamente o DARF que a Receitinha achou de não lançar no “sistema”. Bem, tive de enfrentar o leão. Cara a cara. E creia: não é nada fácil.

Primeiro é preciso ligar e marcar um horário para dois dias depois. A senha começa com “AA”. De acordo com os funcionários completamente desatentos da Receitinha é a senha mais rápida. Pois a minha era “AA-71”. O horário de atendimento? 11h45 cravado! Minha contadora pediu para que eu chegasse mais cedo para encontrar estacionamento, que é difícil – novidade... Cheguei às 11. Sou pontual e gosto de resolver logo a situação. A senha “AA” estava no número 21. Às 11h40 a senha “AA” estava no número 46. E no 46 ficou até às 12h30. Procurei alguém que pudesse me ajudar. O problema é que o “sistema” não pode ser mudado. Ele não deixa adiantar a senha.

Voltei pra cadeira – sem falar que todo mundo é obrigado a ficar ouvindo o mesmo som toda vez que uma senha é chamada – quase tendo um infarto. Ódio mesmo. Espumando os cantos da boca. Mas... paciência! Como já estava sem almoço e decidido a resolver logo o problema, fui para uma fila no andar debaixo pegar uma senha que andasse mais rápido. Que esperança... Bem, às 13h52, 2 horas e 7 minutos depois – isso porque fiz agendamento antecipado – a senha “AA-71” foi chamada, enfim.

Nem acreditei quando cheguei à mesa do moço, que não me deixava falar, achando que eu era um total ignorante. Eu respirava para iniciar a frase e ele me atropelava. Com o restinho da paciência que tinha – sabia que iria precisar – deixei com que ele falasse tudo. Foram quase cinco minutos. Quando ele terminou eu disse que só queria saber o que fazer – eu não precisava de uma aula de contabilidade. Sou jornalista! A resposta dele foi direta. Eu teria de voltar outro dia! Pode? Não resolveu nada!!! Absolutamente nada! Reclamar? Pra quem? Só se for para o papa. Será que ele reza por nós? Enquanto isso, minha restituição foi para as cucuias. Ah! O rapaz que me atendeu disse que, para servir de consolo, quando a Receitinha liberar o dindim será todo corrigido! Aí, sim, vou poder realizar o meu sonho. Comprar minha casa de praia em Búzios e um apartamento em Paris, com vista para o Sena!

Segundona

"A pior das sextas-feiras ainda consegue ser melhor do que a melhor das segundas-feiras".

domingo, 13 de julho de 2008

Reflexão

Espelho novo não rejuvenece a imagem de ninguém.

Inspiração - Divas

... E se o assunto é cinema, nada melhor que este videozinho para começar bem a semana.


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Imagem é tudo!


A atriz Angelina Jolie, de 33 anos, deu à luz Knox Léon e Vivienne Marcheline Jolie-Pitt, as 18h27, horário da França, neste sábado (12). O pai, o também ator Brad Pitt, de 44 anos, assistiu à cesariana. Segundo informações do "La Fondation Lenval Hospital", em Nice, Knox Léon nasceu pesando 2,27 kg. Já Vivienne Marcheline pesa 2,28 kg.


Fotos dos gêmeos de Pitt e Jolie foi vendida por R$ 17 milhões e o dinheiro será revertido para causas humanitárias.

sábado, 12 de julho de 2008

Provérbios de Galdério

Os que estão em negrito, pra mim, são as melhores.

Ø Mais ligado que rádio de preso
Ø Mais curto que coice de porco
Ø Firme que nem prego em polenta
Ø Mais nojento que mocotó de ontem
Ø Saracoteando mais que bolacha em boca de ‘véia’
Ø Solto que nem peido em bombachas
Ø Mais curto que estribo de anão
Ø Mais pesado que sono de surdo
Ø Calmo que nem água de poço
Ø Mais amontoado que uva em cacho
Ø Mais perdido que cego em tiroteio
Ø Mais perdido que cachorro em dia de mudança
Ø Mais faceiro que guri de bombachas nova
Ø Mais assustado que ‘véia’ em canoa
Ø Mais angustiado que barata de ponta-cabeça
Ø Mais por fora que quarto de empregada
Ø Mais por fora que surdo em bingo
Ø Mais sofrido que joelho de freira em semana Santa
Ø Feliz que nem lambari de sanga
Ø Mais ansioso que anão em comício
Ø Mais apertado que bombachas de fresco
Ø Mais apressado que cavalo de carteiro
Ø Mais arisca do que china que não quer dar
Ø Mais atirado que alpargata em cancha de bocha
Ø Mais baixo que vôo de marreca choca
Ø Mais bonita que laranja de amostra
Ø De boca aberta que nem burro que comeu urtiga
Ø Mais chato que gilete caída em chão de banheiro
Ø Mais caro que argentina nova na zona (agora nem tanto assim)
Ø Mais cheio que corvo em carniça de vaca atolada
Ø Mais constrangido que padre em puteiro
Ø Mais conhecido que parteira de campanha
Ø Mais comprido que puteada de gago
Ø Mais comprido que cuspe de bêbado
Ø Mais coxuda que leitoa em engorda
Ø Devagarzinho como enterro de viúva rica
Ø Mais difícil que nadar de poncho
Ø Mais duro que salame de colônia
Ø Mais encolhido que tripa na brasa
Ø Extraviado que nem chinelo de bêbado
Ø Mais faceiro que mosca em tampa de xarope
Ø Mais faceiro que ganso novo em taipa de açude
Ø Mais faceiro que pica-pau em tronqueira
Ø Mais feliz que puta em dia de pagamento de quartel
Ø Mais feio que briga de foice no escuro
Ø Mais feio que sapato de padre
Ø Mais feio que paraguaio baleado
Ø Mais feio que indigestão de torresmo
Ø Mais firme que palanque em banhado
Ø Mais por fora que cotovelo de caminhoneiro
Ø Mais gasto que fundilho de tropeiro
Ø Mais gostoso que beijo de prima
Ø Mais grosso que dedo destroncado
Ø Mais grosso que rolha de poço
Ø Mais grosso que parafuso de patrola
Ø Mais informado que gerente de funerária
Ø Mais medroso que cascudo atravessando galinheiro
Ø Mais nervoso que potro com mosca no ouvido
Ø Quente que nem frigideira sem cabo
Ø Mais sério que defunto
Ø Mais sujo que pau de galinheiro
Ø Tranqüilo que nem cozinheiro de hospício
Ø Tranqüilo que nem água de poço
Ø Bobagem é espirrar na farofa
Ø Mais gorduroso que telefone de açougueiro
Ø Mais perdido que cebola em salada de frutas
Ø Mais feliz que gordo de camiseta
Ø Mais chato que chinelo de gordo
Ø Quem revela a fonte é água mineral

Porque hoje é sábado

"Algumas vezes quando reflito acerca de toda a cerveja que já bebi, me sinto envergonhado. Mas logo vejo além do copo e penso nos trabalhadores da cervejaria e seus sonhos e esperanças. Se eu não bebesse esta cerveja, eles poderiam perder seus trabalhos e todos os seus sonhos veriam-se desfeitos. Portanto eu digo: "É melhor que eu beba esta cerveja permitindo que seus sonhos se tornem realidade do que eu seja egoísta e me preocupe com meu fígado."
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sexta-feira, 11 de julho de 2008

Para aliviar o fim de semana...

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Cai por terra

Aladim inventou a lâmpada antes de Thomas Edison. E era maravilhosa...

Extra! Extra! Extra!

A People já está no ar!!!

Para acessar a minha coluna, na Revista People deste mês, clique no link abaixo!
Boa leitura...

http://www.revistapeople.com.br/conexaojovem.html

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Leis de Murphy – atualizadíssima!

Se você consegue manter a cabeça fria enquanto a sua volta todos estão perdendo a deles, provavelmente você não entende a gravidade da situação.

Trava tudo


Maria-Mole é molenga,
Se não é molenga,
Não é Maria-Mole.
É coisa malemolente,
Nem mala, nem mola,
Nem Maria, nem mole.

Tinha tanta tia tantã.
Tinha tanta anta antiga.
Tinha tanta anta que era tia.
Tinha tanta tia que era anta.

O sabiá não sabia, que o sábio sabia,
que o sabiá não sabia assobiar.
O doce perguntou pro doce:
qual é o doce mais doce que o doce de batata-doce?
O doce respondeu pro doce
Que o doce mais doce que o doce de batata-doce
É o doce de doce de batata-doce.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Viena, capital movida a música


Nem precisa estar uma temperatura muito diferente do inverno. Na Europa do Leste, o afã pelo sol é tanto que basta o calendário anunciar a primavera para que todos saiam de casa como se estivessem passeando pelo calçadão da Avenida Atlântica, no Rio. Mas a temperatura nem chega perto, diga-se! Em pleno meio-dia de quinta-feira, e termômetros marcando 11 graus centígrados, o Stadtpark parece o jardim de uma pousada de veraneio. As mulheres trajam shorts curtos e camisetas. Para não fugir à regra da saúde, sombrinhas coloridas, afinal, o sol queima a pela alva das jovens. As escadarias da Igreja de São Carlos se tornam mesas de banquetes para os engravatados degustarem um sanduíche de ricota temperada, pasta de cereja, queijo brie e pão preto, cravejado de castanhas. O som que eles ouvem? Vários. Dezenas de sons se misturam e formam uma verdadeira orquestra a céu aberto. Estou falando de Viena, a cidade mais sinfônica do mundo.

Espremida entre Suíça, Itália, Alemanha e Hungria e cortada pelo Danúbio, a Áustria é um simpático e bonito país de cultura germânica. A capital, Viena, que foi também capital do império austro-húngaro, tem uma intensa vida cultural. São concertos, exposições, museus – o mais importante museu de Viena está instalado no Belvedere, um conjunto de edifícios no estilo barroco também da época imperial –, parques e uma bela arquitetura de diferentes épocas. A catedral gótica de Stephansdom e a Cidade Velha, cheias de ruelas e antigas praças, já existiam desde a Idade Média. É onde ficam os principais palácios e edifícios vienenses, muito bem conservados, em estilos que vão do medieval ao moderno, passando pelo barroco e pelo Art Nouveau do começo do século XX. Na Praça Hoher Market, a mais antiga da cidade, onde também era o antigo mercado medieval, há, inclusive, ruínas romanas dos séculos II e III. Também na parte velha da cidade fica a mais antiga sinagoga de Viena, a Stadttempel, no antigo bairro judeu, hoje muito animado com bares, restaurantes, lojas e discotecas. A comunidade judaica, entretanto, muito perseguida pelos nazistas, é pouco numerosa.

Flores – Alguns bairros de Viena guardam vestígios dos tempos imperiais e são bem aristocráticos, cheios de antigos palácios – muitos deles ocupados por embaixadas – e sofisticados casarões barrocos, como Hufburg, onde fica o palácio imperial. Dois dos mais belos jardins de Viena ficam também em Hufburg: o Volksgarten e o Burggarten. Se Viena tem uma beleza particular, os arredores da capital não deixam a desejar. É onde está o palácio de Schönbrunn, construído pelos Habsburgos. Desde o século XIX tem sido uma das principais atrações turísticas da cidade e tem aparecido em postais, documentários e em várias produções cinematográficas. Caminhando por seus jardins tem-se a impressão de se voltar aos tempos da imperatriz Sissi.

Xícaras – Viena é famosa por seus cafés. Muitos deles conservam a decoração original e são verdadeiras atrações turísticas, como o Café Central, o Landtmann – favorito de Freud –, o Eiles e o Frauenhuber. Servir café na Áustria é uma arte e saboreá-lo, um dos programas favoritos, não apenas dos turistas, mas dos próprios cidadãos. Todos os dias, esses pontos ficam abarrotados de gente que gosta de ler jornais e revistas, almoçar, experimentar deliciosas tortas, ver e ser visto, tomar uma cerveja ou apreciar um vinho. Um programa obrigatório da capital austríaca.

Afinação – O verão vienense é animado por festivais ao ar livre de música e dança. Respira-se música por todos os lados. Quando disserem que Viena é assim, acredite! A cada esquina ouve-se um som diferente: violino, sanfona, piano... Concertos podem ser assistidos gratuitamente em praças, ou nas dezenas de salas espalhadas pelas cidade a preços que podem chegar a 300 Euros. A música clássica e o jazz têm espaço garantido. Mas o mais impressionante é que Viena, apesar da imponência cultural, sabe também receber turistas como poucos lugares da Europa. A simpatia do vienense vai além da cultura e extrapola o imaginável. Em Viena, nem todos os caminhos levam a um lugar definido e as descobertas acontecem quase que por acaso. Mas em qualquer lugar vai haver sempre alguém disposto a tentar entender o que se procura, seja com a língua – difícil para os latinos – ou nos sinais e sorrisos.

Rimene Amaral

Publicado na Revista People
Goiânia - GO

Segundo dia: Para rir!


Quando o nosso cortador de grama quebrou, minha mulher ficava sempre me dando a entender que eu deveria consertá-lo. Mas eu sempre acabava tendo outra coisa para cuidar antes: o caminhão, o carro, a pesca, sempre alguma coisa mais importante para mim.

Finalmente ela pensou num jeito esperto de me convencer. Certo dia, ao chegar em casa, encontrei-a sentada na grama alta, ocupada em podá-la com uma tesourinha de costura. Eu olhei em silêncio por um tempo, me emocionei bastante e depois entrei em casa. Em alguns minutos eu voltei com uma escova de dentes e lhe entreguei.- ‘ Quando você terminar de cortar a grama,' eu disse, 'você pode também varrer a calçada.'

Depois disso não me lembro de mais nada. Os médicos dizem que eu voltarei a andar, mas mancarei pelo resto da vida'.

“O casamento é uma relação entre duas pessoas na qual uma está sempre certa e a outra é o marido...”

Esse é o Veríssimo!

terça-feira, 8 de julho de 2008

Escritos para guardanapos de Pubs

Para entender melhor esse texto,
leia a postagem abaixo: " Escreveu, não leu..."

Um dia resolvi aprender inglês, acabei por abrir uma janela em minha vida, de onde pude mirar as belezas e delícias de um Blues bem tocado, consegui entender a genio-insanidade Shakespeareana e abrangi tamanha população que foi impossível não dizer que minha cabeça partiu, abriu, expandiu e quase fundiu.

As ruas movimentadas de rostos estranhos e de caras brancas, com um sorriso avermelhado um tanto quanto soberbo, poderia até me deixar mais calmo. Mas me agitei. Rasguei o ventre de minha mãe para chegar a uma terra que não pára! Um mundo de histórias, as mesmas dos livros que conheci e aprendi a admirar ainda na escola pública, quando era pirralho de calças curtas. Nos mapas, meu pai colocava um marco em cima dos pontos curiosos a se conhecer. Havia um aqui, onde se fala inglês. E por isso, tive de aprender para não decepcionar a quem me incentivou a conhecer o mundo.

Em um Espanhol mal-falado me apeguei ao exagero caliente do sangue Latino, trouxe-me tamanho calor que senti o pulsar da aorta em perfeito sincronismo, pés, pernas, mãos, quadril, lábios a sorrir numa extasiante Salsa, terminando em um triste e decadente Tango, despacio por natureza.

Minha mãe usava os longos vestidos rodados com babados em vermelho e preto. Não apenas por ser uma torcedora fanática de um dos melhores times cariocas, mas para demonstrar a paixão e a força. Pés-pós-pés, força nos calcanhares e dedos espalmando-se em um som frenético e contagiante. Mas sem espanhol na fala. Bastava ouvir! Não era preciso dizer nada. Cabelos colados com goma no couro cabeludo, corpo esguio e pernas rentes. Olhares obscenos à meia luz, mas sem espanhol. Sem palavras!

Francês só pode ter sido criado pelos amantes, ao tentar encantar e seduzir, foi transcrito diretamente do sussurro e por essa e outras não se fala como se escreve, se sente e absorve, se aproveita e deleita. Batalhas intermináveis devem ter sido travadas pelos Bardos nessas terras, afortunados os cansados das estradas que pararam para apreciar, assim como eu.

Mas a fala fica, grava e trava. Ele se impõe sobre o próprio interlocutor. É assim mesmo. Até faz boca para beijar. E tem musicalidade no som das palavras. Também se pode dançar ouvindo o idioma de Piaf. Um verdadeiro Hino ao Amor! Acordeons choram e violinos lânguidos cantam. Mas é a língua que encanta.

Ainda assim lembro da minha língua-mãe com prazer, das brincadeiras nas ruas, do folclore e das peladas nos campos de várzea, dos primeiros rabiscos no caderno até as reclamações políticas pixadas nos muros do estádio da minha cidade.

Em casa, acabávamos por fazer um dialeto próprio. Usávamos o P, de Português, antes de cada palavra. Simples, mas ‘inintendível’ para alguns mortais. Para paquerar, para pescar, para punir, para paixão, para partir, para pensar... Pense, porém, por que pedimos para partir: pela paixão! E se nos muros não se escrevem mais, nem com a gramática estrangulada, e mesmo assim bonita de se ler porque a nós não nos estranha, é porque alguém não está mais onde devia. Alguém resolveu procurar outro tipo de fala. Mas não esquece do nosso verdadeiro palavreado.

Não consigo me desprender de tão complexa gramática, tão suave sonoridade da qual tanto se aproveitou Tom e ainda Chico, deveras Sinatra emprestasse-nos sua voz numa mistura passada entre letras do querido Drummond ou da abençoada Linspector.

Até Ella, a Fitzgerald, se derreteu com o mesmo Tom e fez, no mesmo tom, o favor de usar sua voz embriagante para cantar as estonteantes letras do nosso idioma. Difícil pra ela, mas som para nós. Fez feio, não! Mas ai de quem se atreve a tentar sem qualquer experiência. Enverga o pescoço e solta a língua numa simulação de convulsões febris, sem nexo e sem contexto.

Desgosto me trás tão lindo Português vomitado com tamanha entonação de bocas parlamentares, tamanha pompa para pouco conteúdo, o esperto à enganar o trouxa, o mágico a ludibriar o cético, o desbravador à se dizer um deus ao índio com a arma de fogo.

As inscrições mesmo, na faixa branca do lábaro, poucos se dão conta! Mas deixa pra lá, já que minha terra tem palmeiras onde gorjeiam aves e cantam sabiás, se o céu tem mais estrelas e as vidas mais amores, também sabemos retribuir os versos e as canções em forma de paixão. Nada mais amável. Nada mais forte. Nada mais nosso!

Sinto falta do pasto soberano com cercas de tábuas brancas, pintadas à cal, onde o matuto via o tempo ir, contando sua filosofia em versos sem rima num Português errado, mas ainda assim belo e melodioso.

Dos domingos de almoço com a família, dos pratos feitos apenas para o primeiro dia da semana. Do português sem exclamas e sem próclises, mesóclises e ênclises, mas com sentimento e consentido, nas conversas entre gerações. Saudade – aliás, palavra única, sem tradução para qualquer sentimental língua – também dos escritos tortos com letras em garranchos que a empregada deixava em cima da mesa da cozinha. A solicitação era atendida de imediato. Como alguém poderia não entender os rabiscos, sendo português claro?!

Pobre de espírito aquele que por desaventurança perdeu-se no amargor de seus sonhos inatingidos, deixou sua terra sem sucesso, tentando em vão a riqueza do além-mar, onde encontrou seu “eu” enfraquecido através do seu azar, por descuido e desgraça acaba por sua língua amaldiçoar, sem se dar conta que nesse cesto, sua família, pátria e amores estás a jogar.

Mais pobre ainda aqueles que não tentaram entender o outro, que não romperam as fronteiras da suas insanas culpas e se entediaram em quartos escuros e fétidos! Mas pobre ainda o mortal que não enxerga a verdadeira herança quando se depara com o estranho. Se um balde pode se encher de água, a vida não se enche de saber. E se um homem vive é porque tem esperança, senão por que haveria que continuar vivo? Por que cruzaria mares e encararia os medos e os preconceitos? Sim, é por alguma esperança!

Saudade da minha terra, minha família, meus amigos e minha língua portuguesa.

Saudade daqueles que conheci quando pude rasgar os céus e encarar os problemas que eu mesmo quis criar, mas para conhecer o que um dia, numa mesa de bar, me ensinaram: “Estes são os pontos. Você precisa estar em alguns deles. Muitas vezes é no estranho, no diferente, que nos encontramos.”. Segui os conselhos de meu pai! E não só me encontrei, mas pude entender que além de conhecimentos, a vida nunca se enche daqueles que queremos bem e que nos querem da mesma forma.

By
Em bold: Cristian Almeida, from U.K.
Em itálico: Rimene Amaral, do Brasil

Escreveu, não leu...


Todo jornalista sofre com a tal síndrome do “fiz e ninguém vê?”. Acabei de inventar, mas quem é jornalista e ler vai saber do que estou falando. É que sempre que a gente escreve alguma coisa, mesmo que seja uma porcaria, queremos que as pessoas leiam e opinem. Na maioria das vezes, elas elogiam. Mas para agradar. A gente sabe! Bem, mas a necessidade de mostrar existe. De que adiantaria fazer, então, se ninguém visse?

Leu aquele artigo sobre a queda da bolsa e a influência na comida marroquina? Você não sabe do que eu estou falando? Alguém vai dar notícia se algum blog publicou. Pois bem, é aqui este espaço. Vou usar e abusar. E, pra começar, vem aí os escritos de guardanapo.

Meu amigo paulista, mais londrino que existe, Cristian Almeida, foi tomar um gim com a rainha e, entre pubs e pubs, começou a escrever sobre as sensações e as experiências que teve na Inglaterra e o quanto tudo afetava os sentimentos dele com relação ao Brasil A saudade, é a palavra. Saudade da terra, da língua, dos costumes... E ele, achando que eu estou por cima da carne seca, me mandou esses escritos para que eu comentasse. O resultado você lê a seguir (quer dizer, acima!). Resta dizer, que o Criz, como é conhecido pelos forasteiros de casa, não é jornalista e nem escritor – ou ele acha que não é! – mas escreve com a clareza de Veríssimo - é que ele vive rodeado de gaúchos - e com a emoção de Gabriel Gacía Márquez.

Então, assim que recebi, resolvi não comentar, mas acrescentar mais ao texto. Dar um pouco de frescor à saudades e amenizar a sensação da distância. Portanto, foi um texto escrito a três mãos: as minhas duas e mais a mão direita do Criz, já que tudo foi feito em guardanapos dos pubs londrinos. Nem imaginam a seriedade e a originalidade.

A parte em negrito foi escrita por Cristian Almeida. O que está em itálico, fui eu mesmo, Rimene Amaral.

Boa leitura!

TROCANDO FRALDAS E COMENDO PÃO DE QUEIJO

Vou começar. Ainda não tenho noção de como se gera um blog. Tudo que fiz foi invejar a minha amiga Gal. Fiquei pensando se cuidar disso aqui seria o mesmo que cuidar de um filho, tendo responsabilidades, testes de paciência e muita disciplina. Não cheguei a qualquer conclusão, a princípio. Deixei passar um tempo e voltei a pensar na hipótese de ter "um filho" virtual, que me serviria mais como analista, para eu desabafar e poder contar as coisas boas que aprendo, como foi o caso do pão de queijo sem ovos e sem óleo. Quis contar para o mundo, já que sou viciado na iguaria e odeio academia. Mas freqüento, por obrigação imposta pelos padrões de saúde, já que também sei apreciar umas boas doses de bebidas alcoólicas.


Um filho precisa ter atenção especial, pensei. O blog também não pode ficar à deriva, senão acaba se tornando uma monotonia só. Mas será que terei paciência para visitar isso aqui todos os dias, nem que seja por alguns míseros minutos, e postar qualquer coisinha? Acho que não vai ser difícil. E, além do mais, posso fazer com que a coisa seja prazerosa: venho aqui o dia em que achar que devo. Não deixa de ser um filho, mas que também pode ser alimentado pelos meus amigos e colaboradores. Farei questão de dar os créditos a quem me mandar textos e boas experiências com a vida. Principalmente se alguém descobrir uma forma de fazer pamonha sem gordura e ela tiver o mesmo gosto. Assim como foi com o pão de queijo!

Vamos lá. Não vou fazer nenhum prognóstico do que será "O Dono do Tempo." Aliás, o nome se deve à minha compulsão por relógios e pelo tempo. Não sou de me atrasar em hipótese alguma. Somente por motivos de força maior, que não vem ao caso, no momento, já que estou falando de pontualidade.


Espero contar com a participação de muita gente. Seja pra que for: reclamar, desabafar, ler as crônicas e as dicas, trocar informações, contar piada, enfim... Sejam todos bem-vindos e espero que esse possa ser um espaço divertido para todos. Vou tentar divulgar e, quem puder, me ajude nessa empreitada... Casa aberta, filho no mundo - que seja virtual - e pão de queijo no forno (sem ovos e sem óleo!). Pegue a sua caneca de café e divirta-se.

Obrigado!